A primeira vez da criança na escola: ansiedade e dúvidas presentes nesse momento tão importante – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996

Recebo muitas dúvidas, sugestões e solicitações de orientações de diversos assuntos, na maioria das vezes essas dúvidas são comuns a muitos pais, então escrevo sobre o tema para que um número maior tenha acesso ao conteúdo e possa ter informações sobre questões que lhe trazem angustias e questionamentos, esse tema é um deles.

Muitos pais ficam inseguros (e em alguns casos extremamente aflitos) ao pensar sobre o momento da criança ir para a escola, essa é uma questão comum a diversas famílias: muitas dúvidas, um turbilhão de sentimentos e pensamentos a respeito da possibilidade do filho estar em um ambiente novo, independe de nós e com uma rotina diferente daquela a qual já estamos acostumados.

Existem muitos pontos para refletirmos sobre esse assunto, antes de tudo, temos que ressaltar a importância do convívio social com outras crianças para o desenvolvimento dos pequenos, já descrevi sobre isso em um outro texto e recomendo a leitura:  Criança convivendo com criança: A importância da interação entre as crianças desde a primeira infância. ”

A questão é que toda situação nova gera ansiedade, justamente por se trata de uma experiência à qual não estamos familiarizados. Entretanto é preciso pensar na importância desse momento para a criança, e também que a maneira como os pais lidam com isso, irá refletir na maneira que a criança vivencia essa nova descoberta.

O cuidado que oferecemos aos filhos deve ser desde sempre preocupado em desenvolver sua autonomia e autoconfiança em todos os momentos de suas vidas, é preciso entender que nem sempre estaremos ao lado deles, e a ideia errônea de que eles precisam estar conosco o tempo todo para estarem em segurança se trata de uma superproteção, que além de não ser saudável, pode gerar para a criança angústia de separação dos pais, já que a mesma se sentirá insegura, ansiosa e desemparada na ausência de seus genitores.

Muitas crianças acabam frequentando o ambiente escolar desde muito pequenas já que os pais trabalham e a escola se torna o ambiente de cuidado durante esse período. Um ponto importante para pensarmos é que, seja em qual fase a criança irá para a escola, se trata de um ambiente que irá contribuir em diferentes aspectos de seu desenvolvimento, portanto é preciso que os pais escolham atentamente e participem da vida escolar de seus filhos, valorizando e promovendo essa parceria com a escola, bem como, entendendo a importância da convivência e de sua participação ativa, seja no ambiente escolar ou no familiar.

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O propósito da pré-escola é de oferecer uma base para a aprendizagem escolar, além de promover o desenvolvimento social e emocional da criança. Se trata de um período em que a criança está ampliando seu ambiente físico, cognitivo e social.

Um bom ambiente escolar estimula todos os aspectos do desenvolvimento da criança, estimando a interação com professores e outras crianças, além de elaborar cuidadosamente as diferentes atividades realizadas e se dedicar com a promoção e valorização da parceria com pais e sociedade.

Por fim devemos refletir que nossos filhos estão em crescimento e desenvolvimento e a maneira mais saudável para que isso aconteça é que nós ofereçamos um ambiente de cuidado e amor, mas também de valorização de sua autonomia, autoconfiança, proporcionando sempre possibilidades de vivenciarem novas experiências e aprendizados.

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Abraços Coloridos,

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

Carolina de Paula Almeida
CRP 05/47996

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Leitura: os benefícios desse importante hábito para as crianças – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996.

Por Psicóloga Carolina Almeida – CRP 05/47996

A importância da leitura é algo amplamente discutido em nosso cotidiano, todos nós já ouvimos sobre como ler é uma atividade essencial para o processo de alfabetização das crianças, entretanto, os benefícios vão muito além disso.

Ler se trata de um hábito valioso que deve estar presente no mundo da criança desde muito pequena. Segundo Papalia (2009) pais que leem para uma criança desde que são bebês, oferecem à elas a oportunidade de intimidade emocional e incentivam a comunicação entre si, além de favorecem para que a criança desenvolva sua habilidade para ler e escrever. Crianças para as quais os pais leem desde muito pequenas, tendem a aprender a ler mais cedo quando comparadas a outras que não tiveram a leitura presente em seu cotidiano.

Quanto maior for o contato da criança com a leitura, mais familiarizada e habituada ela estará com essa atividade futuramente.

Mas quais são os benefícios que esse habito trás para os pequenos?

A leitura possibilita o desenvolvimento de diversas habilidades da criança, contribuindo para o seu desenvolvimento em diferentes aspectos, dentre eles:

  • Maior interação e promoção do relacionamento com os pais, o momento da leitura todos juntos é uma excelente oportunidade de convivência e valorização da comunicação familiar.
  • Auxílio na construção de habilidades linguísticas e na identificação de letras e sons, através da leitura (seja ela realizada pelos pais ou futuramente pela criança) em voz alta e de questões relacionadas as figuras presentes no livro a criança tem a oportunidade de construir novas habilidades.
  • Estímulo de sua capacidade de imaginação e criatividade, ao entrar em contato com a história a criança desenvolve sua capacidade de imaginar e fantasiar através da narrativa presente no livro.
  • Promoção de sua capacidade de escrita, uma criança que está familiarizada com a leitura tende a ter um vocabulário melhor e consequentemente uma escrita mais produtiva.
  • Maior capacidade de concentração e atenção, o habito da leitura requer a capacidade de se concentrar e dedicar para aquele momento, portanto, a criança que desenvolve esse hábito desempenha melhor essas habilidades.
  • Oportunidade de se expressar e identificação: a criança entra em contato com a história e relaciona suas experiências, podendo identificar suas vivências com as do personagem, tendo a oportunidade de se expressar e elaborar novas possibilidade de pensar e agir a respeito. Bem como, existem diversos livros que podem ser de grande auxilio ao lidar com conflitos e emoções e até mesmo ao abordar de maneira lúdica assuntos mais complexos, são ferramentas muito positivas para os pais e para as crianças.

Outro ponto positivo é o fato de que a leitura se trata de um programa que pode ser feito em qualquer lugar e não precisa de muito (ou nenhum) investimento financeiro. Existem diversos projetos sociais que estimulam a leitura, como empréstimos e acessos gratuitos a livros físicos e online, também existem bibliotecas municipais e comunitárias. Além disso, podemos trocar livros com amigos, vizinhos e familiares, compartilhando e espalhando cada vez mais o prazer da leitura.

É importante entender que existem livros com linguagem e histórias indicadas para cada faixa etária (contando até mesmo com opções para os mais pequeninos que ainda não são alfabetizados), a criança deve ser apresentada para o mundo da leitura de maneira que exista esse cuidado para que ela entenda que se trata de uma atividade rica e muito positiva. Afinal, se trata de uma vivência compartilhada que deve ser prazerosa e em nenhum momento imposta.

Mesmo com a correria do dia a dia, reservar alguns minutos para ler uma história juntos com as crianças se trata de uma experiência única e que irá acrescentar muito para todos.

Temos que ter a consciência de que é nosso papel como pais oferecer cuidado, orientação e amor aos nossos filhos, mas também de sermos exemplos para que eles se desenvolvam e tenham hábitos e comportamentos que sejam benéficos para eles e para a sociedade.

Abraços Coloridos.

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

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Referências: PAPALIA, Diane E.; OLDS, Sally Wendkos; FELDMAN, Ruth Duskin. Desenvolvimento humano. 10.ed. Porto Alegre: Artmed, 2009

Antes de ser papai e mamãe, vocês são um casal! – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996

No texto de hoje, a Psicóloga Carolina Almeida leva-nos a refletir sobre como voltar a ser um casal, após o nascimento dos filhos. Confira!

Todos nós sabemos que ter filhos é um passo extremamente importante na vida de um casal, já falamos aqui antes sobre a importância desse papel, sobre como se trata de uma decisão importante e de uma vivência cheia de aprendizados e significados que vai sendo construída a cada dia, transformando a vida de todos os envolvidos.

Hoje vamos falar de um ponto muito importante, o fato de que antes mesmo, e apesar de serem pais, o casal precisa encontrar tempo, espaço e dedicação para a vida à dois.

Parece um assunto óbvio, mas no consultório presencial e on-line e nos inúmeros e-mails que recebo, é cada vez mais frequente a dificuldade das famílias em conciliarem todas as atividades envolvendo a carreira profissional, a rotina das crianças, as tarefas domésticas e as relações interpessoais.

Percebo que em muitos momentos, o cansaço proveniente da sobrecarga de atividades, aliado ao corre-corre do relógio e até mesmo as dinâmicas próprias da criação dos filhos, acaba resultando no afastamento do casal.

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Antes da chegada dos filhos é comum que os dois realizem atividades juntos, após isso existe uma dificuldade em se adequar à nova rotina, as crianças acabam sempre ficando em primeiro plano, o que é natural. Porém, é preciso ter cuidado, para que esse papel de pai e mãe não se torne único e acabe anulando o casal que ali existe.

Quando pergunto para os pais quando foi a última vez que eles reservaram um tempo exclusivo para o casal, percebo que as respostas são sempre parecidas, como se não tivessem se dado conta dessa questão, ou como se a rotina fosse algo tão automático, que não conseguissem refletir em como podem fazer para que seja diferente.

A questão é que todos nós temos diversas atividades para realizar em nosso cotidiano, e claro, com a chegada das crianças existe uma demanda maior, bem como, uma nova realidade. Porém, devemos sempre ter em mente que tudo é uma questão de se organizar, refletir e conversar a respeito de novas possibilidades de ação, buscando sempre realizar mudanças que resultem em melhorias na qualidade de vida de todos.

Existem alguns comportamentos e reflexões que o casal pode realizar em conjunto, visando estimular a cumplicidade e a parceria entre vocês.

  • Busquem dividir as tarefas relacionadas a rotina das crianças, para que assim ninguém se sinta sobrecarregado, sempre que possível façam atividades em família.
  • Reservem um tempo para namorar, é importante que o casal tenha um momento à sós, essa é uma ocasião para que vocês dois tenham privacidade e intimidade, longe dos filhos e não tem porque se culpar em deixar as crianças com alguém em quem confiem, trata-se de uma prática saudável para todos, pois também desenvolve a autonomia e a independência das crianças em relação a vocês.
  • Organizem-se para que cada um tenha um tempo para atividades individuais, pode ser um tempo com amigos, uma atividade física, a prática de um hobbie. É muito importante existir espaço para a individualidade, além disso desenvolve a confiança entre vocês.
  • Reservem um tempo para conversarem, é preciso existir espaço para o diálogo, tanto com as crianças sobre assuntos que sejam pertinentes e acessíveis a elas, como também um espaço para que vocês possam ouvir um ao outro sem que as crianças estejam por perto.
  • Dediquem-se com carinho para a relação, todos nós sabemos que quando temos cuidado e amor tudo fica mais fácil.

De tempos em tempos é preciso parar e olhar para nossas vivências, repensar sobre como estamos vivendo as relações com as pessoas mais importantes das nossas vidas.

Todas as relações têm momentos mais prazerosos e outros mais delicados, a questão é não desistir, cuidar das relações tão significativas para nós e valorizar o amor que uniu um casal e gerou essa família.

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Abraços Coloridos,

carolinadepaula

 

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O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
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O Aprendizado é um processo multicolorido! – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996

No texto de hoje a psicóloga Carolina Almeida nos leva a refletir sobre a singularidade no processo de aprendizagem. Confira!

O aprendizado dos filhos é uma preocupação muito presente na vida de todos os pais, porém como todos os fatores presentes no processo de desenvolvimento da criança, o aprendizado é algo que vai sendo construído, é um processo multicolorido.

Cada criança é única e tem sua história e desenvolvimento formados por suas vivências em todos os aspectos: biológico, psicológico, social e cultural.

Temos que pensar que antes de apontarmos para uma criança como se existisse algo de errado com ela é preciso que tenhamos muito cuidado em entender o que está acontecendo. É muito importante que pais e educadores entendam que cada criança tem seu ritmo e maneira de aprender.

Existem crianças que se identificam melhor com atividades que envolvem a escrita e pesquisa, outras que são mais ativas e se identificam com atividades que utilizam mais expressão corporal, também há as que se identificam com atividades de linguísticas, geralmente essas são crianças ligadas a atividades de oratórias e que gostam bastante de leitura. A questão é que existem diferentes características e diversas atividades que as crianças podem se identificar.

Portanto, como podemos pensar em um modelo único, onde as crianças têm que se encaixar em um mesmo molde de aprendizagem e método de avaliação?!

Acreditar que todas as crianças têm que se encaixar nesse modelo de ensino é um erro, uma ilusão e faz com que as crianças que não se encaixam, sejam vistas como crianças com problemas de aprendizagem, o que é uma questão extremamente delicada.

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Para entender se uma criança realmente está com dificuldade para aprender, é preciso olhar com cuidado e carinho para ela, se dedicar a entender o que está acontecendo em seu dia-a-dia (como um todo) familiar, social e escolar.

Além disso deve existir um trabalho de parceria entre os pais e a escola, uma preocupação em refletir e analisar a maneira de aprender e de educar. Visando entender o processo como um todo, identificando as dificuldades e as potencialidades de cada criança, e refletindo como todos nós, pais, educadores e profissionais podemos contribuir no processo de aprendizagem dos pequenos.

Nos casos onde a criança está realmente apresentando dificuldades relacionadas as questões de aprendizagem, o psicólogo ou psicopedagogo pode auxiliar, realizando um trabalho em conjunto com pais e escola, além de junto com a criança, ouvindo e valorizando sua participação no processo, buscando desenvolver possibilidades para que ela supere essas dificuldades de maneira saudável e se sinta mais segura, confiante e feliz!

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Rosa para meninas e azul e para meninos? Parem de pintar essa ideia! – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996

Quando eu vejo alguém falando para uma criança que ela deve ou não gostar de determinada cor ou brinquedo por ser menina ou menino fico pensando, mas quem foi que inventou essa ideia tão absurda?

Na primeira infância, os bebês em desenvolvimento estão descobrindo o mundo através dos sentidos e estímulos do mundo a sua volta, e na maioria das vezes se interessam por diversos estímulos e também por objetos multicoloridos.  Nesse bebê que ainda está descobrindo o mundo não existe ainda essa distinção de objetos ou cores separadas por gêneros.

Já maiores, na segunda infância, estamos com a nossa criatividade e a imaginação a todo vapor, também estamos dispostos a brincar e experimentar um infinito de possibilidades nas brincadeiras, pensando assim, nessa criança também não existe esse espaço para a criança definir o que seria uma brincadeira ou cor de menino ou menina.

Portanto acredito que essa distinção, esse pré-conceito de que algo é exclusivo para o gênero masculino ou feminino é algo que nós adultos ensinamos (e em muitos casos impomos) para as crianças. Se trata de uma construção social, uma imposição de opinião que precisamos urgentemente repensar e mudar a ideia de que o brincar está relacionado com a identidade de gênero.

Afinal qual o problema de uma menina gostar de brincar de super-heróis? Ou de um menino gostar de se vestir de cor de rosa?

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Na infância a criança está em desenvolvimento e experimentando a todo momentos novos aprendizados e experiências.  Ela deve ter estímulo e liberdade para expressar seus sentimentos, vontades e para elaborar sua opinião, criatividade e imaginação.

A criança que não se encaixa nesse padrão imposto, se sente insegura, confusa e na maioria das vezes sofre, podendo ser levada a pensar que existe algo de errado com ela. É extremamente prejudicial e retrógrado impor um comportamento ou pensamento, ou acreditar que o gênero de uma criança limita as cores e brincadeiras que ela pode vivenciar.

Cada criança é única e deve ser livre para brincar e ser feliz, temos que entender que nem todas as meninas serão bailarinas (eu por exemplo gostava mesmo era de handball, e meus pais apoiaram e curtiram essa experiência comigo), e não tem nada de errado no fato do menino querer brincar de casinha ou de bonecas, pelo contrário, eles estarão aprendendo desde pequenos a importância de atividades como os afazeres domésticos e a paternidade.

São pequenas mudanças que fazem com que essa ideia seja desconstruída, como por exemplo: antes de presentear uma criança pergunte a ela o que ela gostaria de ganhar, repense que entre o azul e o rosa existe uma cartela de cores infinitas, não se limite a dividir as brincadeiras em para meninos e para meninas, pense o quanto pode ser divertido se a brincadeira puder ser realizada em conjunto, por exemplo.

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A questão é como os adultos lidam com isso, na maioria das vezes a dificuldade e o preconceito está em nós adultos, relacionado até mesmo com nossa criação e a maneira que nos era permitido brincar quando criança. Mas é exatamente essa questão que temos que refletir, repensar. Olhar para nós mesmos, fazermos um exercício autocrítico sobre como lidamos com essa nova possibilidade, mudanças e evolução social que é muito positiva.

Buscarmos sempre amar e respeitar nossos filhos, não os rotular ou olhar a maneira como brincam com julgamentos exagerados e maldosos, não devemos nunca impor nossa vontade ou maneira de pensar a eles, é preciso sempre oferecer uma relação de cuidado, onde existe espaço para o diálogo e o respeito mútuo.

O fato é que somente quando paramos para refletir, temos condições de reconstruir nosso modo de ver e agir a respeito e entendemos que não precisamos limitar nosso olhar; na infância as brincadeiras e cores são infinitas e todas elas trazem aprendizados e vivências divertidas e multicoloridas.

Abraços Coloridos!

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Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

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