Um segredo colorido para lidar com a desobediência dos filhos – por Carolina Almeida – Psicóloga 05/47996

Uma dica valiosa (e colorida) para lidar com a desobediência dos filhos.

No texto de hoje, a psicóloga Carolina Almeida traz um dica valiosa. Confira!

Uma das coisas que eu mais ouço pais e mães reclamarem é o fato dos filhos não obedecerem, não escutarem o que eles falam e não os respeitarem.

Hoje vou dividir com vocês uma dica muito importante em relação a isso, na verdade acredito que seja o grande segredo para acabar com os conflitos nesse sentido, entender a diferença de autoridade e autoritarismo, e desempenhar o papel de autoridade para com os filhos.

Mas afinal existe diferença? Pode parecer que não, mas existe sim uma diferença enorme nesses dois termos.

Exercer o autoritarismo está relacionado a ser uma pessoa dominadora, que usa de maneira exagerada a autoridade, buscando de maneira impositiva ter poder sobre pessoas ou situações.

Já ser uma autoridade é um papel ligado ao respeito, ao fato de ter esse poder de se fazer obedecer.

Na educação dos filhos quando exercemos um papel de autoritarismo, estamos impondo o poder sobre eles, de maneira negativa, não abrindo espaço para diálogos e reflexões.  Algo mais ou menos: “Sou eu que mando, não importa o que eu tenha que fazer para impor isso! ”

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As crianças acabam temendo a figura que se impõem de um modo exagerado, se trata de uma relação onde o medo e as inseguranças estão presentes de maneira danosa. Não existe uma valorização do outro e nem espaço para diálogos e construções juntos.

Já a figura de autoridade está relacionada com o respeito e admiração, a criança vê em você alguém que tem conhecimento, alguém com sabedoria, e considera suas colocações e ensinamentos. Trata-se de uma relação de conexão afetiva, onde você não precisa usar a imposição para ser visto como alguém que deve ser ouvido, a criança pratica a obediência de uma maneira saudável e você se torna uma referência, um espelho, um exemplo a ser seguido. Nessa relação existe espaço para diálogos, trocas e aprendizados valiosos.

O papel de pai e educador, não está relacionado só com a obediência, temos que entender que a autoridade e o respeito devem ser conquistados e não exigidos ou impostos.

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Educar filhos não é uma tarefa fácil, trata-se de uma experiência cheia de aprendizados e desafios, mas é também uma vivência extremamente valiosa e gratificante. Se trata de algo que vai se construindo, é essencial refletir sempre sobre o processo, e quando for preciso, mudar conceitos e comportamentos. Não podemos simplesmente repetir o que aprendemos com nossos pais, primeiro porque os tempos mudam de geração em geração, e também, porque cada relação é única.

A grande questão é que quando seu filho vê em você uma figura de autoridade, influência e segurança, vocês estabelecem uma relação extremamente saudável, já que além de te obedecer, ele confia em seu conhecimento, admira e respeita o papel tão importante que você tem na vida dele.

Abraços Coloridos!

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

Carolina de Paula Almeida
CRP 05/47996

Contatos:

Email: carolinaalmeidapsicologa@gmail.com

Facebook: Pensando Psi- Por Carolina de Paula Almeida Psicóloga

Instagram: @pensandopsicarolinaalmeida

 

Rosa para meninas e azul e para meninos? Parem de pintar essa ideia! – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996

Quando eu vejo alguém falando para uma criança que ela deve ou não gostar de determinada cor ou brinquedo por ser menina ou menino fico pensando, mas quem foi que inventou essa ideia tão absurda?

Na primeira infância, os bebês em desenvolvimento estão descobrindo o mundo através dos sentidos e estímulos do mundo a sua volta, e na maioria das vezes se interessam por diversos estímulos e também por objetos multicoloridos.  Nesse bebê que ainda está descobrindo o mundo não existe ainda essa distinção de objetos ou cores separadas por gêneros.

Já maiores, na segunda infância, estamos com a nossa criatividade e a imaginação a todo vapor, também estamos dispostos a brincar e experimentar um infinito de possibilidades nas brincadeiras, pensando assim, nessa criança também não existe esse espaço para a criança definir o que seria uma brincadeira ou cor de menino ou menina.

Portanto acredito que essa distinção, esse pré-conceito de que algo é exclusivo para o gênero masculino ou feminino é algo que nós adultos ensinamos (e em muitos casos impomos) para as crianças. Se trata de uma construção social, uma imposição de opinião que precisamos urgentemente repensar e mudar a ideia de que o brincar está relacionado com a identidade de gênero.

Afinal qual o problema de uma menina gostar de brincar de super-heróis? Ou de um menino gostar de se vestir de cor de rosa?

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Na infância a criança está em desenvolvimento e experimentando a todo momentos novos aprendizados e experiências.  Ela deve ter estímulo e liberdade para expressar seus sentimentos, vontades e para elaborar sua opinião, criatividade e imaginação.

A criança que não se encaixa nesse padrão imposto, se sente insegura, confusa e na maioria das vezes sofre, podendo ser levada a pensar que existe algo de errado com ela. É extremamente prejudicial e retrógrado impor um comportamento ou pensamento, ou acreditar que o gênero de uma criança limita as cores e brincadeiras que ela pode vivenciar.

Cada criança é única e deve ser livre para brincar e ser feliz, temos que entender que nem todas as meninas serão bailarinas (eu por exemplo gostava mesmo era de handball, e meus pais apoiaram e curtiram essa experiência comigo), e não tem nada de errado no fato do menino querer brincar de casinha ou de bonecas, pelo contrário, eles estarão aprendendo desde pequenos a importância de atividades como os afazeres domésticos e a paternidade.

São pequenas mudanças que fazem com que essa ideia seja desconstruída, como por exemplo: antes de presentear uma criança pergunte a ela o que ela gostaria de ganhar, repense que entre o azul e o rosa existe uma cartela de cores infinitas, não se limite a dividir as brincadeiras em para meninos e para meninas, pense o quanto pode ser divertido se a brincadeira puder ser realizada em conjunto, por exemplo.

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A questão é como os adultos lidam com isso, na maioria das vezes a dificuldade e o preconceito está em nós adultos, relacionado até mesmo com nossa criação e a maneira que nos era permitido brincar quando criança. Mas é exatamente essa questão que temos que refletir, repensar. Olhar para nós mesmos, fazermos um exercício autocrítico sobre como lidamos com essa nova possibilidade, mudanças e evolução social que é muito positiva.

Buscarmos sempre amar e respeitar nossos filhos, não os rotular ou olhar a maneira como brincam com julgamentos exagerados e maldosos, não devemos nunca impor nossa vontade ou maneira de pensar a eles, é preciso sempre oferecer uma relação de cuidado, onde existe espaço para o diálogo e o respeito mútuo.

O fato é que somente quando paramos para refletir, temos condições de reconstruir nosso modo de ver e agir a respeito e entendemos que não precisamos limitar nosso olhar; na infância as brincadeiras e cores são infinitas e todas elas trazem aprendizados e vivências divertidas e multicoloridas.

Abraços Coloridos!

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

Carolina de Paula Almeida
CRP 05/47996

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