Papai Noel existe?! A importância da fantasia no mundo infantil! – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996

 O Natal é uma data comemorada em diversas culturas, muitas comemorações, diferentes significados e crenças, clima festivo e a presença do familiar Papai Noel.

Todos já ouvimos sobre o mesmo, segundo historiadores se trata de uma figura folclórica baseada em um bispo chamado São Nicolau Taumaturgo que vivei no século V e tinha o hábito de ajudar as pessoas pobres em sua cidade, colocando moedas de ouro em suas chaminés próximo da data do Natal. A imagem e a história do “bom velhinho” foi sendo transformada até que se chegasse a figura que temos hoje, um senhor alegre de barba, cabelos compridos, barriga saliente, vestido em roupas vermelhas.

A maioria das crianças vive de maneira muito positiva a fantasia sobre Papai Noel, e embora fique a critério da família incentivar e transmitir para a criança essa crença (respeitando as questões referentes a sua cultura, religiosidade e livre-arbítrio), é extremamente saudável que a mesma receba estímulos e condições de experimentar e vivenciar fantasias durante seu desenvolvimento. Além disso a figura do Papai Noel pode trazer outras possibilidades de aprendizados e reflexões, envolvendo assuntos como: gentileza, solidariedade, compaixão e afetividade.

A capacidade de fantasiar e imaginar da criança está diretamente ligada com a habilidade de elaborar questões relacionadas a suas vivências e demandas afetivas.

Devemos ensinar para as crianças que o contato com o Papai Noel não se trata somente de uma forma de receber presentes, mas que, existem questões muito mais valiosas envoltas nesse período. É muito importante para eles entenderem o “espirito natalino” como algo que promove sentimentos e atitudes positivos e construtivos e não somente algo ligado ao material.

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Sabemos que em algum momento a criança começa a questionar suas fantasias, essa desconfiança está relacionada com a fase do desenvolvimento em que o pensamento se torna mais concreto, e a idade pode variar de uma criança para outra.

Referente a esse momento muitos pais sentem-se apreensivos em como responder a temida pergunta: “O Papai Noel existe? ”

Existem respostas que podem ser dadas a essa questão de maneira mais tranquila e que não irão destruir de maneira negativa as fantasias envolvidas nesse questionamento. Uma delas é dizer para a criança que “Papai Noel existe, para quem acredita em sua existência. ”

O fato é que não devemos anular a fantasia de maneira abrupta. Se trata de um momento onde deve existir muito zelo e onde a criança deve ter espaço para falar sobre suas dúvidas e sentir-se acolhida.

O comportamento dos pais em amparar as dúvidas, interrogar sobre o que elas pensam a respeito, oferecendo espaço para a criança expor suas angustias, auxilia na elaboração dos pensamentos e respeita a maturidade da criança para lidar com essa descoberta. Essa descoberta deve acontecer de maneira muito natural e suave.

É preciso que os mais velhos entendam a importância dessa fantasia, e que a crença da figura física vai sendo resinificada, afinal todos nós nos lembramos com carinho nessa fantasia mágica e entendemos hoje que o Papai Noel pode existir dentro de cada um de nós!

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Abraços Coloridos,

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

Carolina de Paula Almeida
CRP 05/47996

Contatos:

Email: carolinaalmeidapsicologa@gmail.com

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A primeira vez da criança na escola: ansiedade e dúvidas presentes nesse momento tão importante – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996

Recebo muitas dúvidas, sugestões e solicitações de orientações de diversos assuntos, na maioria das vezes essas dúvidas são comuns a muitos pais, então escrevo sobre o tema para que um número maior tenha acesso ao conteúdo e possa ter informações sobre questões que lhe trazem angustias e questionamentos, esse tema é um deles.

Muitos pais ficam inseguros (e em alguns casos extremamente aflitos) ao pensar sobre o momento da criança ir para a escola, essa é uma questão comum a diversas famílias: muitas dúvidas, um turbilhão de sentimentos e pensamentos a respeito da possibilidade do filho estar em um ambiente novo, independe de nós e com uma rotina diferente daquela a qual já estamos acostumados.

Existem muitos pontos para refletirmos sobre esse assunto, antes de tudo, temos que ressaltar a importância do convívio social com outras crianças para o desenvolvimento dos pequenos, já descrevi sobre isso em um outro texto e recomendo a leitura:  Criança convivendo com criança: A importância da interação entre as crianças desde a primeira infância. ”

A questão é que toda situação nova gera ansiedade, justamente por se trata de uma experiência à qual não estamos familiarizados. Entretanto é preciso pensar na importância desse momento para a criança, e também que a maneira como os pais lidam com isso, irá refletir na maneira que a criança vivencia essa nova descoberta.

O cuidado que oferecemos aos filhos deve ser desde sempre preocupado em desenvolver sua autonomia e autoconfiança em todos os momentos de suas vidas, é preciso entender que nem sempre estaremos ao lado deles, e a ideia errônea de que eles precisam estar conosco o tempo todo para estarem em segurança se trata de uma superproteção, que além de não ser saudável, pode gerar para a criança angústia de separação dos pais, já que a mesma se sentirá insegura, ansiosa e desemparada na ausência de seus genitores.

Muitas crianças acabam frequentando o ambiente escolar desde muito pequenas já que os pais trabalham e a escola se torna o ambiente de cuidado durante esse período. Um ponto importante para pensarmos é que, seja em qual fase a criança irá para a escola, se trata de um ambiente que irá contribuir em diferentes aspectos de seu desenvolvimento, portanto é preciso que os pais escolham atentamente e participem da vida escolar de seus filhos, valorizando e promovendo essa parceria com a escola, bem como, entendendo a importância da convivência e de sua participação ativa, seja no ambiente escolar ou no familiar.

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O propósito da pré-escola é de oferecer uma base para a aprendizagem escolar, além de promover o desenvolvimento social e emocional da criança. Se trata de um período em que a criança está ampliando seu ambiente físico, cognitivo e social.

Um bom ambiente escolar estimula todos os aspectos do desenvolvimento da criança, estimando a interação com professores e outras crianças, além de elaborar cuidadosamente as diferentes atividades realizadas e se dedicar com a promoção e valorização da parceria com pais e sociedade.

Por fim devemos refletir que nossos filhos estão em crescimento e desenvolvimento e a maneira mais saudável para que isso aconteça é que nós ofereçamos um ambiente de cuidado e amor, mas também de valorização de sua autonomia, autoconfiança, proporcionando sempre possibilidades de vivenciarem novas experiências e aprendizados.

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Abraços Coloridos,

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

Carolina de Paula Almeida
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