7 dicas importantes para vencer a Ansiedade Infantil – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996

A ansiedade é um tema muito presente em nosso cotidiano, hoje em dia vivemos em um mundo cada vez mais acelerado em que a rotina está envolta de atividades e cobranças desde muito cedo, atingindo até mesmo as crianças.

Quando falamos em ansiedade nos referimos a um estado psíquico de apreensão provocado pela antecipação de uma situação desagradável ou perigosa. Até certo ponto ela é natural a todos nós seres humanos, em um nível saudável é importante e mobiliza o indivíduo em suas atividades. Por outro lado, a ansiedade patológica caracteriza-se por apresentar-se em níveis desproporcionais vindo a ser exagerada e disfuncional, podendo ser extremamente prejudicial, desagradável e incomoda, trazendo prejuízos ao cotidiano e dificuldades na realização das tarefas diárias.

Não se trata de algo que está presente só nos adultos, uma criança pode se tornar ansiosa desde os seus primeiros anos de vida, e algumas situações podem influenciar para que isso aconteça: como quando a criança não foi incentivada a seguir regras, a lidar com limites e frustrações, a entender que nem todos os seus desejos podem ser satisfeitos ou quando existe uma insegurança e dificuldade em elaborar e expressar seus sentimentos.

Mas como perceber que meu filho é ansioso de maneira patológico?

Existem alguns sinais e sintomas que os pais e responsáveis devem ficar atentos, esses sinais podem ser isolados, bem como podem ser em conjunto, é preciso observar e oferecer um ambiente acolhedor para a criança. Os sintomas podem ser:

  • Choro excessivo, sono alterado, inquietação;
  • Alterações no apetite (a criança começa a comer compulsivamente ou deixa de comer)
  • Muito retraimento e insegurança em realizar atividades por conta própria;
  • Preocupação e medos excessivos, se desequilibra na ausência dos pais;
  • Isolamento social;
  • Mostrar-se agressiva ou incomodada com algo;
  • Voltar a chupar o dedo ou fazer xixi nas calças;
  • Dificuldades em se expressar, problemas na fala (gagueira por exemplo);
  • A criança também pode apresentar sintomas físicos como: suar frio, respiração alterada, apresenta vômitos e diarreia frequentes.

 Mas, percebendo que existe um possível quadro de ansiedade infantil o que fazer?

Vou dividir com vocês 7 dicas que considero muito importantes para ajudar nesse processo:

  1. Buscar entender as origens dessa ansiedade.
  2. Desenvolver uma relação de confiança, acolhedora e sem julgamentos.
  3. Lide com a insegurança da criança da melhor maneira possível, com menos criticas e mais soluções.
  4. Atividades lúdicas também podem ser muito benéficas: dança, teatro, esportes, artes, mas lembrando que essas não devem ser impostas, ela deve experimentar e descobrir quais atividades gosta.
  5. Não potencialize os problemas e nem finja que nada está acontecendo. E também não a exponha a situações de ansiedade do mundo dos adultos: brigas e conversas de adultos.
  6. Busque dialogar sempre, esclarecer as dúvidas e fazer a criança sentir-se amada e integrada.
  7. A colaboração e ajuda de um psicólogo podem ser necessárias, o profissional irá desenvolver um trabalho junto com os pais e a criança para entender as causas dessa ansiedade e desenvolverem juntos novas possibilidades de pensar, sentir e agir a respeito. Além de orientar os pais em relação a como lidar com essa situação da maneira mais tranquila para todos.

Assim como nós adultos, as crianças também passam por situações de desafios em suas vivências, porém, fica mais fácil enfrentar quando elas contam com um ambiente de apoio, respeito e amor à sua volta. Um ambiente que ofereça cuidado, mas também que propicie autonomia e confiança para que ela se desenvolva sempre, saudável e feliz.

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Abraços Coloridos!

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

Carolina de Paula Almeida
CRP 05/47996

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O que tem debaixo dos caracóis dos seus cabelos? VOCÊ!!!! – por Camila Moreira – Psicóloga CRP 06/123888

Nos último tempos venho me surpreendendo com a quantidade de crianças e adolescentes assumindo seus cabelos ondulados, cacheados ou crespos naturais.

No meu último passeio a um shopping , observei muitas garotas com seus lindos cabelos crespos esbanjando beleza por ai. Eram grupos de meninas de todas as idades dos 13 aos 18 anos.

A cada cabelo “Black Power” que eu olhava, mais admirava a beleza e a coragem daquelas garotas em assumirem ser quem são. Estavam ali, representando elas mesmas. Representando uma geração que quer se assumir. Quer liberdade de expressão. Mulheres que não querem se submeter a um padrão imposto.

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O padrão é serem elas mesmas! Como no trecho da música Máscara da Pitty: “O importante é ser você”.

Essas imagens evocaram em minha memória, lembranças da minha infância e adolescência. Eu sempre tive cabelo cacheado. Era (e ainda é) muito cabelo. Um dos meus primos me apelidava de Gal Costa, cantava pra mim: “Meu nome é Gal. Meu nome é Gaaaalllll.” Eu, claro, naquela época  detestava ser comparada a ela. Vivia brigando com ele. Era pequena e não tinha maturidade suficiente para entender que ser comparada com a Gal deveria ser um grande privilégio. Uma das mais belas vozes do Brasil, suas músicas falam das belezas naturais, do Brasil, de Amor e das Mulheres. Já nos anos 80, representava a verdadeira mulher brasileira.

Era realmente difícil assumir o cabelo que eu tinha. Queria cortar franja, como minhas amigas, e cortei. Mas a franja enrolou e foi parar no meio da testa. Queria cortar o cabelo no ombro e cortei. Mas ele ficou armado, parecendo um abajour. Queria fazer muitas coisas e fazia. Mas o resultado não me agradava.

Na adolescência cheguei a pensar que não conseguiria arrumar nenhum namorado por causa do meu cabelo (grande engano). Por isso, fiz algumas químicas, para alisar um pouco, ainda assim, não me sentia bem. Passei a dizer para todo mundo que eu queria ter nascido com o cabelo liso, como não nasci, iria assumir o cabelo que tinha. Mesmo assim, adorava olhar as mulheres de cabelo liso, passar a mão em seus cabelos sedosos. Enquanto no meu, os dedos enroscavam nos nós que ele dava.

Foi difícil, mas eu não desisti e gastei muito dinheiro com cremes e produtos para domá-lo. Porém, sentia-me sozinha nessa estrada de assumir meu cabelo natural. Era difícil encontrar algum cabeleireiro, por exemplo, que soubesse lidar com meu cabelo cacheado. Eles logo me perguntavam se eu não queria alisar. Também era difícil encontrar meninas que gostassem de seus cabelos cacheados e quando encontrava, pouco tempo depois já estavam alisados.

O tempo foi passando e eu convivendo com as dificuldades. Amando o cabelo num dia e detestando no outro.

Há uns dois anos, num momento de transição da minha vida e ainda vendo a quantidade de mulheres de cabelos lisos, eu pensei em alisar. Achei que era a hora de assumir um cabelo liso e me sentir realmente feliz comigo. Foi quando, numa tarde de domingo, encontrei na internet uma Youtuber já muito famosa no mundo dos cachos, Rayza Nicácio.

Rayza criou um canal no Youtube em Fevereiro de 2011, hoje já possui mais de 1 milhão de inscritos. Nos seus vídeos, conta sua história de aceitação do cabelo crespo. Também fornece dicas de como cuidar dos cabelos, quais produtos usar, qual penteado fazer, etc.

Enfim… foi amor à primeira vista. Desde então, venho acompanhando ela e outras blogueiras cacheadas que me ajudam a entender e assumir cada vez mais o meu cabelo.

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E tenho certeza que foi essa onda de aceitação divulgada pela Internet que tem incentivado milhares de garotas a assumirem seus cachos, a espalharem a beleza cacheada e crespa que vem da nossa raiz negra.

Esse é um ponto positivo da Internet, a possibilidade de qualquer um dividir sua história e buscar motivação ao ajudar. É uma via de mão dupla, elas se ajudam e ajudam aos outros.

A reflexão que quero deixar é: Não importa o padrão que a sociedade te imponha. Não importa se o seu cabelo é liso ou crespo. Ser você é muito melhor e mais fácil do que tentar ser o que você não é.

Isso não se resume apenas ao cabelo, mas à cor de pele, ao formato do corpo, classe social, orientação sexual e tudo o mais que faz você ser quem realmente é.

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Pense nisso e….assuma-se!!!!

Abraços Coloridos.

Amores Líquidos – por Bruna Terra – Psicóloga CRP 06/127703

A necessidade de liberdade acompanhada do medo da liberdade do outro. A insegurança de se entregar acompanhada pelo desejo de total entrega do outro.

A necessidade de tranquilidade – acompanhada de uma constante expectativa em relação ao outro.

Essas são apenas algumas das diversas dualidades que as atuais relações humanas contemplam. Todos esses conflitos mentais – que em sua maioria não têm reais fundamentos – geram inquietações e decepções incessantes nos relacionamentos modernos.

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Desapaixonar-se tornou-se tão fugaz quanto apaixonar-se. Afinal, são tantas as opções que os meios tecnológicos me dispõem! Enquanto eu mantenho uma conversa com aquela pessoa no whatsapp, troco mensagens pelo facebook com outra. Espero ansiosamente por uma resposta rápida, mas caso nenhuma me corresponda, ainda tenho aquela outra pessoa com quem estou trocando SMS’s…

A superficialidade das relações humanas gerou um conjunto de laços e indivíduos “descartáveis”. Se algo não está bom: descarta! Mas o que nunca vem à nossa mente é que o caçador também pode se tonar caça. Lidar com diversas pessoas descartáveis o torna, da mesma maneira, descartável.

Estas relações são reflexos da sociedade em que vivemos e não podemos anular ou ignorar este fato. Mas podemos  reavaliar nossos comportamentos e atitudes. Recuperar aspectos positivos de tempos passados não é necessário mas, redefinir valores e colocá-los em prática já é um bom começo para fortalecermos possíveis vínculos sociais.

Abraços Coloridos,

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Psicóloga apaixonada pelo atendimento clínico e suas multifacetas. Acredito que fazendo o que nos faz sentido, nos tornamos felizes dia a dia.

Bruna Terra – Psicóloga

CRP 06/127703

 

Um segredo colorido para lidar com a desobediência dos filhos – por Carolina Almeida – Psicóloga 05/47996

Uma dica valiosa (e colorida) para lidar com a desobediência dos filhos.

No texto de hoje, a psicóloga Carolina Almeida traz um dica valiosa. Confira!

Uma das coisas que eu mais ouço pais e mães reclamarem é o fato dos filhos não obedecerem, não escutarem o que eles falam e não os respeitarem.

Hoje vou dividir com vocês uma dica muito importante em relação a isso, na verdade acredito que seja o grande segredo para acabar com os conflitos nesse sentido, entender a diferença de autoridade e autoritarismo, e desempenhar o papel de autoridade para com os filhos.

Mas afinal existe diferença? Pode parecer que não, mas existe sim uma diferença enorme nesses dois termos.

Exercer o autoritarismo está relacionado a ser uma pessoa dominadora, que usa de maneira exagerada a autoridade, buscando de maneira impositiva ter poder sobre pessoas ou situações.

Já ser uma autoridade é um papel ligado ao respeito, ao fato de ter esse poder de se fazer obedecer.

Na educação dos filhos quando exercemos um papel de autoritarismo, estamos impondo o poder sobre eles, de maneira negativa, não abrindo espaço para diálogos e reflexões.  Algo mais ou menos: “Sou eu que mando, não importa o que eu tenha que fazer para impor isso! ”

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As crianças acabam temendo a figura que se impõem de um modo exagerado, se trata de uma relação onde o medo e as inseguranças estão presentes de maneira danosa. Não existe uma valorização do outro e nem espaço para diálogos e construções juntos.

Já a figura de autoridade está relacionada com o respeito e admiração, a criança vê em você alguém que tem conhecimento, alguém com sabedoria, e considera suas colocações e ensinamentos. Trata-se de uma relação de conexão afetiva, onde você não precisa usar a imposição para ser visto como alguém que deve ser ouvido, a criança pratica a obediência de uma maneira saudável e você se torna uma referência, um espelho, um exemplo a ser seguido. Nessa relação existe espaço para diálogos, trocas e aprendizados valiosos.

O papel de pai e educador, não está relacionado só com a obediência, temos que entender que a autoridade e o respeito devem ser conquistados e não exigidos ou impostos.

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Educar filhos não é uma tarefa fácil, trata-se de uma experiência cheia de aprendizados e desafios, mas é também uma vivência extremamente valiosa e gratificante. Se trata de algo que vai se construindo, é essencial refletir sempre sobre o processo, e quando for preciso, mudar conceitos e comportamentos. Não podemos simplesmente repetir o que aprendemos com nossos pais, primeiro porque os tempos mudam de geração em geração, e também, porque cada relação é única.

A grande questão é que quando seu filho vê em você uma figura de autoridade, influência e segurança, vocês estabelecem uma relação extremamente saudável, já que além de te obedecer, ele confia em seu conhecimento, admira e respeita o papel tão importante que você tem na vida dele.

Abraços Coloridos!

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

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O Aprendizado é um processo multicolorido! – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996

No texto de hoje a psicóloga Carolina Almeida nos leva a refletir sobre a singularidade no processo de aprendizagem. Confira!

O aprendizado dos filhos é uma preocupação muito presente na vida de todos os pais, porém como todos os fatores presentes no processo de desenvolvimento da criança, o aprendizado é algo que vai sendo construído, é um processo multicolorido.

Cada criança é única e tem sua história e desenvolvimento formados por suas vivências em todos os aspectos: biológico, psicológico, social e cultural.

Temos que pensar que antes de apontarmos para uma criança como se existisse algo de errado com ela é preciso que tenhamos muito cuidado em entender o que está acontecendo. É muito importante que pais e educadores entendam que cada criança tem seu ritmo e maneira de aprender.

Existem crianças que se identificam melhor com atividades que envolvem a escrita e pesquisa, outras que são mais ativas e se identificam com atividades que utilizam mais expressão corporal, também há as que se identificam com atividades de linguísticas, geralmente essas são crianças ligadas a atividades de oratórias e que gostam bastante de leitura. A questão é que existem diferentes características e diversas atividades que as crianças podem se identificar.

Portanto, como podemos pensar em um modelo único, onde as crianças têm que se encaixar em um mesmo molde de aprendizagem e método de avaliação?!

Acreditar que todas as crianças têm que se encaixar nesse modelo de ensino é um erro, uma ilusão e faz com que as crianças que não se encaixam, sejam vistas como crianças com problemas de aprendizagem, o que é uma questão extremamente delicada.

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Para entender se uma criança realmente está com dificuldade para aprender, é preciso olhar com cuidado e carinho para ela, se dedicar a entender o que está acontecendo em seu dia-a-dia (como um todo) familiar, social e escolar.

Além disso deve existir um trabalho de parceria entre os pais e a escola, uma preocupação em refletir e analisar a maneira de aprender e de educar. Visando entender o processo como um todo, identificando as dificuldades e as potencialidades de cada criança, e refletindo como todos nós, pais, educadores e profissionais podemos contribuir no processo de aprendizagem dos pequenos.

Nos casos onde a criança está realmente apresentando dificuldades relacionadas as questões de aprendizagem, o psicólogo ou psicopedagogo pode auxiliar, realizando um trabalho em conjunto com pais e escola, além de junto com a criança, ouvindo e valorizando sua participação no processo, buscando desenvolver possibilidades para que ela supere essas dificuldades de maneira saudável e se sinta mais segura, confiante e feliz!

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Abraços Coloridos!

carolinadepaula Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

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Você é uma pessoa que desperdiça talentos? – por Camila Moreira – Psicóloga CRP 06/123888.

Reconheça se você é uma pessoa que desperdiça talentos. Alguém que não consegue aproveitar seus recursos financeiros nem emocionais. Aquele que não usa o tempo aos seu favor.

Confira no texto de hoje 5 situações para você identificar se é alguém que desperdiça seus talentos.

Dia desses estava eu, voltando da terapia (espanto!).

O que? Você não sabia? Sim, psicólogo também faz terapia. Bom, mas isso não vem ao caso neste texto.

Continuando, eu estava dirigindo por uma avenida muito movimentada aqui na cidade de Santos, quando me deparei com algumas bexigas coloridas voando bem no meio do asfalto.

Alegrei-me quando vi, mas logo entristeci, pois as rodas do meu carro acabaram passando por cima de algumas e elas estouraram. Ainda consegui olhar pelo retrovisor e vi que outras duas sobreviveram, pulavam com o vento, indo de um lado a outro. Mas estavam no lugar errado, na hora errada e logo acabariam “atropeladas” por outro carro.

Que desperdício de talento – pensei – as bexigas tão lindas e coloridas, poderiam estar decorando uma festa de aniversário, a inauguração de uma loja ou até mesmo um leito de hospital. Poderiam levar vida, dar alegria. Porém, no meio do asfalto apenas provocariam a morte.

Morte delas mesmas, ou morte de alguém, causada por um acidente.

O talento que deveria ser utilizando para alegrar estava ali perdido. Arriscando a vida, desperdiçando, se acabando e morrendo aos poucos.

Situações como essas do dia a dia podem nos ajudar a refletir sobre o que fazemos com nossa própria vida. Você já parou pra pensar se tem aproveitado seus talentos? Já pensou se não anda desperdiçando tempo ou dinheiro com coisas que não valem a pena? Você tem arriscado a sua vida?

Pensando nisso, selecionei cinco situações em que você possa identificar se tem desperdiçado seus talentos:

1 – Quando você usa toda a sua energia para resolver o problema de outra pessoa, por exemplo, você está perdendo tempo. Portanto, desperdiçando seus talentos!

2- Se você tem um emprego que não gosta, reclama todos os dias quando vai trabalhar, não sente prazer nenhum no ambiente de trabalho, nem na atividade que você exerce. Atenção! Você está desperdiçando seus talentos!

3 – Você continua namorando aquele garoto/garota que não te valoriza, que cobra demais e não retribui. Sabe que esse relacionamento não vai dar em nada e inclusive chega a pensar que esta num relacionamento abusivo, mas não consegue sair dele. Atenção! Você está desperdiçando seus talentos!

4 – Se você arrisca sua vida, bebendo até cair, se drogando por ai, transando com qualquer um que apareça. Atenção! Você está desperdiçando seus talentos!

5 – Se você já percebeu que faz um pouco de tudo isso, mas não consegue parar. Atenção!!! Você está desperdiçando seus talentos.

Identificar se você é uma pessoa que desperdiça talentos é o primeiro passo. Não é fácil reconhecer que desperdiçamos aquilo que temos de melhor e que nos esforçamos muito para ter.

Após o reconhecimento, pare e pense em outras situações que sugue as suas energias, que o impeça de crescer e se desenvolver. Cuide melhor de você, cuide melhor daquilo que você possui de mais valioso: VOCÊ MESMO!

E se mesmo assim você perceber que não consegue aproveitar seus talentos, procura ajuda de um psicólogo. Faço o que for preciso para ser bexiga alegrando uma festa de aniversário, e não uma bexiga no meio da estrada.

Abraços Coloridos.

 

Rosa para meninas e azul e para meninos? Parem de pintar essa ideia! – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996

Quando eu vejo alguém falando para uma criança que ela deve ou não gostar de determinada cor ou brinquedo por ser menina ou menino fico pensando, mas quem foi que inventou essa ideia tão absurda?

Na primeira infância, os bebês em desenvolvimento estão descobrindo o mundo através dos sentidos e estímulos do mundo a sua volta, e na maioria das vezes se interessam por diversos estímulos e também por objetos multicoloridos.  Nesse bebê que ainda está descobrindo o mundo não existe ainda essa distinção de objetos ou cores separadas por gêneros.

Já maiores, na segunda infância, estamos com a nossa criatividade e a imaginação a todo vapor, também estamos dispostos a brincar e experimentar um infinito de possibilidades nas brincadeiras, pensando assim, nessa criança também não existe esse espaço para a criança definir o que seria uma brincadeira ou cor de menino ou menina.

Portanto acredito que essa distinção, esse pré-conceito de que algo é exclusivo para o gênero masculino ou feminino é algo que nós adultos ensinamos (e em muitos casos impomos) para as crianças. Se trata de uma construção social, uma imposição de opinião que precisamos urgentemente repensar e mudar a ideia de que o brincar está relacionado com a identidade de gênero.

Afinal qual o problema de uma menina gostar de brincar de super-heróis? Ou de um menino gostar de se vestir de cor de rosa?

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Na infância a criança está em desenvolvimento e experimentando a todo momentos novos aprendizados e experiências.  Ela deve ter estímulo e liberdade para expressar seus sentimentos, vontades e para elaborar sua opinião, criatividade e imaginação.

A criança que não se encaixa nesse padrão imposto, se sente insegura, confusa e na maioria das vezes sofre, podendo ser levada a pensar que existe algo de errado com ela. É extremamente prejudicial e retrógrado impor um comportamento ou pensamento, ou acreditar que o gênero de uma criança limita as cores e brincadeiras que ela pode vivenciar.

Cada criança é única e deve ser livre para brincar e ser feliz, temos que entender que nem todas as meninas serão bailarinas (eu por exemplo gostava mesmo era de handball, e meus pais apoiaram e curtiram essa experiência comigo), e não tem nada de errado no fato do menino querer brincar de casinha ou de bonecas, pelo contrário, eles estarão aprendendo desde pequenos a importância de atividades como os afazeres domésticos e a paternidade.

São pequenas mudanças que fazem com que essa ideia seja desconstruída, como por exemplo: antes de presentear uma criança pergunte a ela o que ela gostaria de ganhar, repense que entre o azul e o rosa existe uma cartela de cores infinitas, não se limite a dividir as brincadeiras em para meninos e para meninas, pense o quanto pode ser divertido se a brincadeira puder ser realizada em conjunto, por exemplo.

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A questão é como os adultos lidam com isso, na maioria das vezes a dificuldade e o preconceito está em nós adultos, relacionado até mesmo com nossa criação e a maneira que nos era permitido brincar quando criança. Mas é exatamente essa questão que temos que refletir, repensar. Olhar para nós mesmos, fazermos um exercício autocrítico sobre como lidamos com essa nova possibilidade, mudanças e evolução social que é muito positiva.

Buscarmos sempre amar e respeitar nossos filhos, não os rotular ou olhar a maneira como brincam com julgamentos exagerados e maldosos, não devemos nunca impor nossa vontade ou maneira de pensar a eles, é preciso sempre oferecer uma relação de cuidado, onde existe espaço para o diálogo e o respeito mútuo.

O fato é que somente quando paramos para refletir, temos condições de reconstruir nosso modo de ver e agir a respeito e entendemos que não precisamos limitar nosso olhar; na infância as brincadeiras e cores são infinitas e todas elas trazem aprendizados e vivências divertidas e multicoloridas.

Abraços Coloridos!

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Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

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