Por que está todo mundo de preto?! Como ajudar uma criança no processo do luto – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996.

Na coluna Cores da Infância de hoje, a psicóloga Carolina Almeida fala sobre o processo de luto infantil e dá dicas de como ajudar uma criança a enfrentar este período difícil.

Todos nós sabemos que perder um ente querido ou um animalzinho de estimação é muito doloroso, mesmo que a finitude da vida seja algo comum a todos nós se trata de uma vivência muito difícil.

Quando perdemos alguém entramos no processo do luto, esse processo pode acontecer em cinco estágios emocionais, segundo Elisabeth Kubler-Ross.

  • negação: a negação trata-se de um mecanismo de defesa com a finalidade de aliviar o impacto da notícia, mesmo sabendo o que está acontecendo não entramos em contato com o sentimento que a situação causa. Essa fase é aquela em que parecemos estar anestesiados.
  • raiva: quando já entramos em contato com o sentimento doloroso da perda é comum apresentarmos raiva, tentarmos arranjar um culpado (muitas vezes podemos pensar até que nós somos culpados), lembramos das nossas vivências e pensamos que deveríamos ter feito algo diferente.

Nessa fase é comum questionamentos como:

“Mas porque comigo? ”

“Eu deveria ter digo mais vezes que o amava, como fui estúpido! ”

  • negociação: nessa fase começamos a entrar em contato com a perda, mas para que a perda não seja real negociamos (geralmente com Deus).
  • depressão: A depressão é a fase mais delicada, entramos em contato com o fato de a perda ser irreversível, sentimos o “espaço” vazio da pessoa que perdemos e todos os significados e mudanças que essa falta trás para nossa vida. A fase da depressão é uma fase importante para o próximo passo, que é a aceitação. Pois só conseguimos elaborar e ressignificar nossas vivências quanto entramos em contato com elas.
  • aceitação: Última fase do luto. É a fase que aceitamos a perda com paz e serenidade, sem desespero, revolta ou negação. Nesta fase o espaço vazio deixado pela perda é preenchido pelas lembranças positivas e o carinho que teremos sempre por aquela pessoa ou animal de estimação.
luto2
A criança também passa por um processo de luto.

Com as crianças não é diferente, elas também sentem muito a perda de alguém. Para elas o processo do luto pode ser até mais difícil por não terem conhecimento necessário para entender o que está acontecendo.

A criança vivencia a situação, vê o sofrimento dos adultos e mesmo que não consiga elaborar, ela percebe que algo está acontecendo e sente essa situação dolorosa.

Quando nós, adultos, ocultamos a verdade sobre o que está acontecendo ou não deixamos a criança participar, mesmo acreditando que estamos poupando-a, deixamos ela desamparada e confusa.

Ao contrário, a criança deve ter espaço para vivenciar e expressar seus sentimentos.

Devemos acolher as angústias e dúvidas da criança, buscando sempre sermos o mais honesto possível.

luto3
Acolher a criança em suas dúvidas e angústias é o melhor caminho.

Claro, de maneira muito cuidadosa, respeitando o tempo e a condição da criança para entender o que dizemos, cada criança terá os recursos que sua idade permitir para entender essa realidade e significar essa perda, porém excluí-la do processo não é saudável e pode ser extremamente angustiante e prejudicial.

Criar fantasias ou formas muito vagas de explicar pode dificultar o entendimento. Devemos evitar dizer que a pessoa foi viajar, virou estrela ou algo nesse sentido dificulta o entendimento e o processo de luto.

Não devemos forçar sua presença nos rituais como o velório ou o sepultamento, porém dependendo da idade ela pode querer estar presente nesses momentos. É importante respeitar sua vontade, porém explicar o que são e como acontecem os rituais, ficar junto dela para que se sinta acolhida e segura, deixá-la ficar o tempo que desejar e dar espaço para que ela tire as dúvidas que tenha.

Sabemos que perder alguém é algo muito difícil para todos nós, e além de elaborarmos essa perda, é muito importante que tenhamos respeito e amor para ajudar a criança a vivenciar o luto e entender que a morte é um acontecimento natural.

Mas que podemos e devemos nos lembrar da pessoa que faleceu de maneira carinhosa com muito amor e respeito, já que cada pessoa que passa na nossa vida nos deixa sentimentos e aprendizados valiosos. Isso nunca morre e está sempre vivo em nós.

luto4
Manter as lembranças boas da pessoa falecida.

Abraços Coloridos,

carolinadepaula

 

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

Carolina de Paula Almeida
CRP 05/47996

Contatos:

Email: carolinaalmeidapsicologa@gmail.com

Facebook: Pensando Psi- Por Carolina de Paula Almeida Psicóloga

Instagram: @pensandopsicarolinaalmeida

 

Poderosa – O poder do Rosa que inspira o mês de Outubro – por Camila Moreira – psicóloga CRP 06/123888

*por Camila Moreira

Hoje, dia 16/10/2016, por volta das 10h da manhã, aconteceu na Orla da Ponta da Praia da cidade de Santos/SP a 7º Caminhada e 2ª Remada do Outubro Rosa promovido pelo Instituto Neomama, pelo Instituto Avon e pela Prefeitura Municipal de Santos.

Milhares de pessoas, unidas em prol de um objetivo, conscientizar as mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.

Concentradas em frente ao Aquário Municipal da cidade, grupos de mulheres de todas as idades, sorriam, tiravam selfies, dançavam animadas, preparando o corpo e o espírito para a caminhada que estava prestes a começar.

whatsapp-image-2016-10-16-at-22-10-36-2
7ª Caminhada e 2ª Remada Outubro Rosa

Pude observar algo em comum no rosto de todas as mulheres presentes, o sorriso fácil, a alegria contagiante e a energia vibrante que emanava de cada uma.

Porém, foi quando a bateria de uma escola de samba começou a tocar, que constatei uma grande verdade da alma feminina: não importa o que aconteça, não importa o que estamos vivendo, os problemas que estamos enfrentando, quando a música toca, o som do pandeiro e do reco-reco contagia o interior. A essência feminina desabrocha e somos levadas a mostrar ao mundo para que viemos.

14650672_1185063914920329_5453982953814327687_n
Bateria da escola de samba União Imperial

Para festejar!!!!

Festejar a beleza de ser mulher! Festejar o poder de ser feliz! Festejar a alegria de viver!

Era um tal de samba pra lá, sacode pra cá, pula, corre, dança e sapateia. Podia ser velha ou nova; adulto ou criança, mulher e até homem, todos eram contagiados pela energia rosa da mulher que tem poder, que luta e não desiste de buscar a felicidade.

14721585_1185063131587074_8874228341063013310_n
7ª Caminhada Outubro Rosa – Da esquerda para a direita: Marilza (minha mãe), eu, Cícero (meu marido) e Sol (grande amiga).

Um mar de rosas, cheias de força e poder.

O poder do Rosa. As podeRosas. Fortes, guerreiras, de garra, fibra, que chora sorrindo e sorri mesmo que chorando.

Esse é o poder do Rosa que inspira o mês de Outubro e nos motiva a continuar lutando pela saúde, pela vida e pelo amor.

Abraços Rosas,

Camila Moreira

dsc_0016-3

Camila Moreira: Apaixonada por cores, livros, psicologia e brigadeiro. Nas horas vagas é esposa do Cícero, “boadrasta” da Luany e mãe de sua filha canina Anitta, uma sharpei encantadora

 

Camila de L. C. Moreira S. da Silva – Psicóloga – CRP 06/123888

 

Faz parte sentir saudades – por Bruna Terra – Psicóloga CRP 06/127703.

Hoje é dia de mais uma estréia no Blog Psicolorindo!

As quartas-feiras teremos a Coluna RELACIONAMENTOS MULTICOLORIDOS comandada pela Psicóloga Bruna Terra (CRP 06/127703), que nos trará assuntos sobre relacionamentos amorosos. Vamos conferir o texto de inauguração que ela preparou com todo amor para nós.

Seja bem vinda Bruna!

Faz parte sentir saudades

Desde quando ponto final precisa ser carregado de raiva e culpa? Em que momento passamos  a acreditar que ao terminar um relacionamento temos que deletar as memórias como se fossemos computadores a serem formatados?
Será que não é possível reconhecer que foi bom por determinado período, que durou o tempo necessário mas, que chegou a hora de ambos seguirem seus caminhos, que nesse momento são distintos?!
Dia desses estava pensando sobre términos. Relacionamentos interrompidos por algum descompasso desconhecido de ambas as partes, mas facilmente identificado pela vida.
Não há nada de errado em dizer tchau, até logo ou adeus. Laços não são prisões sentimentais das quais provas constantes devem ser realizadas. Estar com alguém não é muito diferente de não estar mais. É uma escolha.
E não é preciso odiar o outro por isso, transformar tudo em uma lembrança ruim como se nada tivesse valido a pena. Valeu, você amou.
Quando tentamos acreditar que tudo foi um verdadeiro desastre, estamos buscando uma maneira de nos defendermos de todos os sentimentos de afeto, porque assim fica mais fácil lidar com o término.
Mas precisamos aceitar que no nosso coração não existe a tecla DELETE. E que ele leva um tempo para entender coisas que para nossa cabeça são mais fáceis. E dar tempo a ele mas, deixar ele sentir tudo que for necessário e não obrigá-lo a odiar da noite para o dia.
E permitir esse sentimento não é sinal de fraqueza e nem de querer de volta o relacionamento que já acabou.
Aliás acho que por isso que reprimimos tanto esses sentimentos como a saudade, pensamos que não podemos sentir a falta de alguém que não queremos mais em nossas vidas.
Mas podemos sentir falta sim, porque houveram muitos momentos bons e por um período vocês viveram uma vida à dois, onde o mundo era você e ele. E não há problema nenhum nisso.  dê espaço para as lembranças, para as lágrimas que caírem, tudo isso faz parte do término, do cuidado que devemos ter com nossa dor e certamente com a melhora de todas as feridas.
A saudade é sinal de que houve amor, e existe algo mais bonito que isso?
Não existe indiferença quando falamos de alguém que amamos e se houver, desculpe a franqueza  mas,  não era amor.
Pois é, não deu. Vocês tentaram. O tempo não contribuiu da forma como gostariam, mas existe serenidade na entrega oferecida e uma gratidão por terem mesmo que por pouco tempo vivido esse sentimento que tem gente que passa a vida sem nem conhecer.
Fins não impedem outros pontos, vírgulas e reticências.
Abraços Coloridos!
bruna
Bruna Terra:  Psicóloga apaixonada pelo atendimento clínico e suas multifacetas. Acredito que fazendo o que nos faz sentido, nos tornamos felizes dia a dia.
Bruna Terra – Psicóloga
CRP 06/127703

Vermelho de Vergonha! Como posso ajudar meu filho com a timidez – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996

Todos nós já ficamos “vermelhos de vergonha” em alguma situação de nossas vidas, sentimos como se o rosto estivesse pegando fogo e a sensação é de que se pudéssemos, gostaríamos de ficar invisíveis.

Sentir-se com vergonha é algo natural a todos nós, desde bem pequenos até já adultos. Essa sensação é chamada de timidez e trata-se de uma característica da personalidade.

Em algumas pessoas, ela é mais acentuada; em outras, só aparece em situações de exposição. É natural sentir-se tímido em situações onde será avaliado, observado, ao fazer algo pela primeira vez e algo que gere insegurança.

Com as crianças e adolescentes não é diferente, porém, a timidez em excesso trás prejuízos e impede a realização de algumas tarefas, como: apresentar um trabalho em sala de aula, participar de uma peça de teatro, pedir uma informação e até mesmo se relacionar com outras pessoas.

Algumas crianças demonstram ser mais tímidas que outras, ou até mesmo demonstram essa timidez em vários momentos, fazendo com que muitas vezes, os pais não saibam muito como podem ajudar.

Existem alguns comportamentos dos pais que auxiliam muito com as crianças mais tímidas.

Os pais devem buscar entender seus filhos: é preciso buscar compreender como a criança se sente e como pode auxiliar para que se sinta mais confortável em suas vivências.

Promover o diálogo de maneira compreensiva: o diálogo é extremamente importante na relação de pais e filhos, é preciso ter espaço para conversar, dizer o que se pensa e sente, desenvolvendo assim uma relação de confiança e proximidade.

vergonha1

Aceitar e valorizar a personalidade da criança: é preciso entender que os filhos não devem ser sobrecarregados ou cobrados com as expectativas dos pais, valorize e ame seu filho dá maneira como ele é.

Ter o cuidado para evitar comparações: comparar o filho à outras crianças, aos irmãos ou até mesmo aos próprios pais quando eram pequenos, além de não ajudar ainda afeta a auto-estima da criança, fazendo com que ela acredite que tem algo errado com ela.

Buscar entender que cada pessoa é única e tem características próprias que devem ser respeitadas: a beleza está nas relações com as diferenças e na individualidade de cada um, afinal a diversidade é algo que nos ensina a cada dia, que chato seria se todos fossem iguais.

Existem comportamentos dos pais que além de não ajudar também são prejudiciais como, por exemplo:

  • Ser superprotetor: proteger os filhos de maneira exagerada pode ser negativo, é extremamente saudável para eles terem condições para desenvolverem sua autoconfiança e maturidade.
  • Expor a timidez do filho para os outros, as crianças se sentiram mais desconfortáveis e envergonhadas com essa atitude.
  • Forçá-lo a fazer algo que ele não quer ou não se sente confortável: a coerção só trata mais insegurança e sofrimento para a criança, além de não auxiliar para que vocês tenham uma relação de afeto e confiança.

verginha3

É preciso entender que timidez não é doença! Cada um tem sua maneira de ser e deve ser respeitado em sua individualidade.

Porém, quando essa timidez for excessiva de maneira que traga prejuízos, sofrimento, ou gere situações de privações para a criança, é necessário que os pais tenham uma postura de acolhimento e buscar a ajuda de um profissional, um psicólogo pode auxiliar a criança a se expressar e vivenciar novas possibilidades, bem como, orientar os pais.

 

vergonha4

Aceitar e respeitar a criança, assim como, buscar ajuda quando necessário, são atitudes que devem ser sempre desempenhadas pelos pais.

A convivência de pais e filhos é um aprendizado constante de tentativas e erros, mas que se existe cuidado, amor, dialogo e cumplicidade se torna uma relação mais prazerosa e mais saudável para todos.

Abraços Coloridos!

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

Carolina de Paula Almeida
CRP 05/47996

Contatos:

Email: carolinaalmeidapsicologa@gmail.com

Facebook: Pensando Psi- Por Carolina de Paula Almeida Psicóloga

Instagram: @pensandopsicarolinaalmeida

Qual a cor da infância? – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996.

O mês de Outubro chega cheio de novidades no Blog. A partir deste mês duas colegas psicólogas juntam-se a mim nesta missão de colorir o mundo psíquico de cada pessoa que passa por aqui.

As segundas-feiras teremos a Coluna CORES DA INFÂNCIA comandada pela Psicóloga Carolina de Paula Almeida (CRP 05/47996), que nos trará assuntos relacionados ao desenvolvimento infantil e as relações familiares. Vamos conferir o texto de inauguração que ela preparou com todo o carinho para nós.

Seja bem vinda Carolina!

QUAL A COR DA INFÂNCIA?

A infância é a fase mais colorida da nossa vida, um mundo cheio de descobertas e desafios, um arco-íris de sensações. É na infância que desbravamos o mundo, temos espaço para imaginar e sentir tudo com um frescor e inocência únicos.

Lógico que existem dias meio cinzentos, como em todas as fases de nossa vivencia, mas quando somos crianças temos a habilidade de sempre ver o lado colorido das experiências.

Mas afinal qual a cor da infância?

Quando me lembro de minha infância, me vem a cabeça minha cor favorita, a cor roxa (ou como eu costumava falar, cor de uva). Me pego pensando, quando mais eu poderia sair de casa vestindo roxo desde o laço do cabelo até os sapatos e me sentir tão incrível e feliz?

Não que quando adultos nós não possamos vestir roxo, a questão não é essa. Mas penso que aquela experiência era diferentemente única e mágica, como se quando crianças tivéssemos o “super poder”de enxergar as cores mais vivas.

balao

Acredito ser difícil definir uma única cor que represente a infância. Existem dias em que nos vemos “marrons” sujos de terra de tanto brincar, em outros “roxos de rir”, ou então com as bochechas vermelhinhas de tanto pular, há dias que ficamos “verdes de raiva” (como o Hulk), mas logo passa e mudamos de cor, afinal temos uma cartela imensa de opções.

Acredito que o adulto mais feliz é aquele que permite que a criança que foi esteja sempre presente, aquele que faz uma pausa para admirar o azul do céu, se permite ficar “rosado de vergonha” ao olhar para alguém que ama, e também aquele que busca ver o lado bom até mesmo nos dias em que nem tudo são cores.

Afinal desde pequenos sabemos que para apreciarmos a beleza do arco-íris precisamos aprender a gostar dos dias cinza de chuva.

arcoiris

Abraços Coloridos!

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

Carolina de Paula Almeida
CRP 05/47996

Contatos:

Email: carolinaalmeidapsicologa@gmail.com

Facebook: Pensando Psi- Por Carolina de Paula Almeida Psicóloga

Instagram: @pensandopsicarolinaalmeida

 

Você não deve colorir a vida do outro, se a sua estiver precisando de cor

Hoje quero falar diretamente para aquelas pessoas que estão sempre muito dispostas a ajudar o outro.

Oferecer ajuda é muito bom e necessário, principalmente em casos de depressão e tendências suicidas (como falamos nos último posts). Mas para poder ajudar ao outro eu preciso, antes, ter ajudado a mim mesmo.

Imagine se um artista resolvesse parar de pintar a sua obra, pois percebe que um amigo seu, que também é artista, está com dificuldades de escolher as melhores tintas e pincéis para iniciar sua pintura.

A obra daquele artista ficaria inacabada e ele ainda correria o risco de não conseguir ajudar seu amigo. Já que para pintar um quadro é preciso inspiração pessoal. Neste caso, o melhor que se poderia fazer seria incentivá-lo a escolher de acordo com sua essência, ouvindo sua voz interior.

Muitas pessoas fazem como o artista que para de pintar sua obra para ajudar o outro. Mesmo vivendo uma vida cheia de problemas e dificuldades que não consegue resolver, aventura-se a resolver os problemas dos outros.

painter-1162565_1280

Se você é esse tipo de pessoa. Aqui vai um alerta! Antes de oferecer ajuda, se faça as seguintes perguntas:

  • Eu tenho condições de ajudar aquela pessoa?
  • Eu conseguirei ajudar aquela pessoa?
  • Eu realmente quero me envolver no problema daquela pessoa?
  • Aquela pessoa pediu a minha ajuda?

Se as respostas para essas perguntas forem SIM: Então Ok! Tranquilamente você pode ajudar.

Se as respostas para essas perguntas forem NÃO: Então respeite seus limites. É um sinal de que no momento você não terá condições de ajudar. Isso não é egoísmo, como muitos dirão. Isso é proteção.

Agora se mesmo sabendo que você não pode ajudar, for lá oferecer ajudar. Shiiii!!! Ai é cartão vermelho para você. Sinal de alerta.

Algumas pessoas saem por ai oferecendo ajuda para todo mundo e esquecem de oferecer ajuda a si mesmo.

Nem terminou de pintar o quadro da sua vida, sai largando suas tintas e seus pincéis e vai pintar o quadro alheio.

Atenção! Isso não é ajuda. É invasão! Tem gente que vai entrando na casa e na vida do outro, sai arrumando tudo sem saber se o outro quer. E quando se tentou ajudar o outro, não conseguiu e ainda ficou com sua casa toda bagunçada.

Quer fazer bem ao outro? Ajude a você mesmo primeiro!

Quer ajudar de verdade seu amigo, parente, vizinho?

Incentive-o a procurar um psicólogo e fazer terapia. É a melhor ajuda que você pode oferecer!

Abraços Coloridos!

dsc_0016-3

 

Camila Moreira: Apaixonada por cores, livros, psicologia e brigadeiro. Nas horas vagas é esposa do Cícero, “boadrasta” da Luany e mãe de sua filha canina Anitta, uma sharpei encantadora

 

Camila de L. C. Moreira S. da Silva – Psicóloga – CRP 06/123888

Vida sem cor. Morte para não sentir mais dor – O suicídio.

*por Camila Moreira

Existem dias que as cores vibram dentro de nós. Em outro dias, não conseguimos enxergá-las. E então, o que acontece quando os dias cinzentos se prologam, aumentando a dificuldade de torná-los coloridos outra vez?

O que acontece quando a vida é só preto e branco?!? O que acontece quando alguém não suporta a ausência de cor e não tem forças para colorir tudo de novo?!?

São em situações como essa que, não suportando a dor, essa pessoa encontra na morte, a única possibilidade de não sentir mais dor e enxergar a cor.

Durante todo o mês de Setembro, acontece um movimento de prevenção ao suicídio. Nomeada de Setembro Amarelo, a campanha tem como objetivo conscientizar a população mundial a respeito da realidade do suicídio.

De acordo com o site oficial da campanha (www.setembroamarelo.com.br) , 32 brasileiros tiram a própria vida. Impressiona ainda mais pensar que, a cada 40 segundos uma pessoa se mata no mundo.

Diversas circunstâncias podem levar alguém a cometer o suicídio e a depressão é a maior delas. Uma pessoa com depressão grave descreve como insuportável a dor que sente. Tão insuportável a ponto dela enxergar na morte a única saída para acabar com a dor.

Por isso, precisamos estar atentos aqueles que estão ao nosso redor, familiares, amigos, vizinhos e até colegas trabalho.

Um mal silencioso, que invade os pensamentos como uma serpente sorrateira, distorce tudo, aumenta a dor e faz parecer que a vida não vale mais a pena. Precisamos tomar muito cuidado para não criticar aquele que passa por essa situação, mas estar ao lado, compreender.

A melhor forma de ajudar alguém que esteja em sofrimento, seja por depressão ou qualquer outro motivo, é: Estar ao lado sem julgar. Ouvir sem se escandalizar. Não ter medo de oferecer ajuda e suportar com o outro aquilo que for preciso para ele se levantar.

Após essa atitude, melhor ainda para ajuda-lo é incentivando-o a procurar um profissional de psiquiatria e um psicólogo.

Para finalizar, ajudar alguém que está em sofrimento psíquico, é como quando uma pessoa percebe que as paredes da sua casa estão velhas, sujas e mofadas. Ela sabe que precisa de uma reforma, de uma nova pintura, porém não tem nem a tinta, nem o rolo, nem o conhecimento muito menos a vontade de pintar. Fala ao telefone para um amigo seu sobre a situação da casa e o desespero que sente ao ver tudo aquilo precisando de uma pintura nova, ao mesmo tempo que não se vê pintando aquilo tudo sozinho.

No dia seguinte, a campainha toca e para sua surpresa, este amigo está parado à porta carregado de latas de tintas, rolos e boa vontade para ajudá-lo a pintar tudo. As latas de tintas estão cheias de cor e amor. Juntos farão a reforma dentro e fora. Colorindo tudo o que foi preto e branco.

Ajude alguém que esteja precisando pintar a vida!

Abraços coloridos!

Camila Moreira

Conhece alguém  que já tentou o suicídio? Alguma história para me contar? Deixe nos comentários!

dsc_0016-3

Camila Moreira: Apaixonada por cores, livros, psicologia e brigadeiro. Nas horas vagas é esposa do Cícero, “boadrasta” da Luany e mãe de sua filha canina Anitta, uma sharpei encantadora.

 

Camila de L. C. Moreira S. da Silva – Psicóloga – CRP 06/123888