Celular: nosso bem mais “precioso”

Venho pensando sobre o lugar que o celular ocupou em nossas vidas. Por muitas vezes, eu me pego angustiada, rolando o feed de notícias do meu facebook, procurando por algo sem nada encontrar.

Talvez isso aconteça porque nem eu sei o que desejo encontrar naquelas imagens, vídeos e textos. O que eu busco não está ali. Mas, também não sei dizer o que eu busco.

O fato é que o tempo que eu poderia usar para fazer outras coisas eu desperdiço a cada minuto de atualização do facebook.

E a cada atualização se renova em mim a esperança de que desta vez aparecerá na tela do meu celular a solução para todos os meus problemas.

O celular tornou-se o nosso bem mais precioso.
Cuidamos dele melhor do que a nós mesmos. Passamos mais tempo ao lado dele do que ao lado de nossos amigos, filhos e maridos/esposas.

Logo pela manhã, é ele que nos desperta, nos chamando para um novo dia e lá estamos nós dando bom dia para ele e através dele.

Você já parou para pensar que o primeiro objeto que você toca ao acordar é o celular? Você não fala e nem toca mais ninguém ao acordar. Apenas ELE.

Se o celular fosse uma pessoa, seria uma pessoa de muita sorte. Pois teria a sua atenção no primeiro minuto do seu dia. Seria uma pessoa muito bem cuidada, tocada e amada. Alguém que tem a sua atenção 24 horas do dia. Ao acordar, no banheiro, no café da manhã, dirigindo, lendo, ouvindo música, almoçando, trabalhando, em uma reunião de amigos, num restaurante e até assistindo um filme/série, lá estamos nós com os olhos grudados no celular.

Parece que desenvolvemos uma habilidade única que é fazer qualquer coisa da vida com o celular na mão. E assim vamos conhecendo o mundo inteiro, nos comunicando com todo mundo e com ninguém ao mesmo tempo.

O curioso é que estou aqui agora escrevendo este texto e já parei algumas vezes para olhar o celular. Outras vezes pensei: “Será que tem alguma mensagem?”.

Confesso que precisei me controlar para não tocá-lo. De qualquer forma, ele continua ao meu lado e parece que dele ecoa uma voz encantadora e sedutora.

Como o canto de uma sereia, ele chama para mergulhar no mar de aplicativos e me afogar. Porque é exatamente isso: sedução e morte!

O celular-sereia seduz e mata ao mesmo tempo. Mata amizades, mata relacionamentos, mata o tempo, mata a vida!

Como se livrar deste canto e não cair em sua armadilha?

Infelizmente ainda não tenho essa resposta. Minha busca está apenas começando.

E cá estou compartilhando este texto através do celular, de uma rede social, da internet. Fica então parecendo que toda minha reflexão vai por “água abaixo”.

A questão é que hoje, esta é a única ferramenta que alcança multidões em segundos.

De fato, o celular, a televisão e a internet não são os vilões. Nós é que os usamos para nos defender do encontro conosco. Nós os colocamos como prioridades para não ter que pensar nos sofrimentos, nós que os usamos para preencher um vazio existencial.

Um vazio que poderia ser preenchido com muitas atividades saudáveis e prazeirosas. Mas que exigiriam de nós muito esforço e enfrentamento.

Será que para isso você está disposto?
Disposto a se cuidar, se amar e se valorizar como você faz com o seu celular?

Fica aqui meu convite para a reflexão!

Um grande abraço!

Camila Moreira

2016: O ano da transformação. – por Camila Moreira – Psicóloga CRP 06/123888

O ano de 2016 está terminando e eu não poderia deixar de escrever um texto para me despedir deste ano que foi tão intenso.

Tenho certeza que muitas emoções diferentes foram vividas por cada um.

E então, se você pudesse definir 2016 em uma palavra, qual seria ela?!?

Alguns escolheriam palavras mais otimistas, outros, palavras de conotação mais duras, pois de verdade, foi um ano duro e difícil, de muitos sofrimentos e desafios. Mas tudo o que vivemos, por mais complicado que seja, nos amadurece e fortalece.

Eu defino o ano de 2016 como o ano da transformação! Fomos levados a nos transformar, nos reinventar e nos aceitar.

As dificuldades nos tiraram da zona de conforto e tivemos que ser muito criativos e perseverantes para seguir sem deprimir.

E assim será sempre, pois não existe vida que seja bem vivida se não for com sofrimentos, dificuldades e desafio, além de alegria e otimismo.

Desejo que 2017 continue sendo uma oportunidade de aprendizados e que você tenha atitudes novas para um ano novo!

Feliz Atitudes Novas…Feliz 2017!

Abraços Coloridos.

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Psicóloga Camila Moreira: Apaixonada por cores, livros, psicologia e brigadeiro. Nas horas vagas é esposa do Cícero, “boadrasta” da Luany e mãe de sua filha canina Anitta, uma sharpei encantadora.

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O que tem debaixo dos caracóis dos seus cabelos? VOCÊ!!!! – por Camila Moreira – Psicóloga CRP 06/123888

Nos último tempos venho me surpreendendo com a quantidade de crianças e adolescentes assumindo seus cabelos ondulados, cacheados ou crespos naturais.

No meu último passeio a um shopping , observei muitas garotas com seus lindos cabelos crespos esbanjando beleza por ai. Eram grupos de meninas de todas as idades dos 13 aos 18 anos.

A cada cabelo “Black Power” que eu olhava, mais admirava a beleza e a coragem daquelas garotas em assumirem ser quem são. Estavam ali, representando elas mesmas. Representando uma geração que quer se assumir. Quer liberdade de expressão. Mulheres que não querem se submeter a um padrão imposto.

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O padrão é serem elas mesmas! Como no trecho da música Máscara da Pitty: “O importante é ser você”.

Essas imagens evocaram em minha memória, lembranças da minha infância e adolescência. Eu sempre tive cabelo cacheado. Era (e ainda é) muito cabelo. Um dos meus primos me apelidava de Gal Costa, cantava pra mim: “Meu nome é Gal. Meu nome é Gaaaalllll.” Eu, claro, naquela época  detestava ser comparada a ela. Vivia brigando com ele. Era pequena e não tinha maturidade suficiente para entender que ser comparada com a Gal deveria ser um grande privilégio. Uma das mais belas vozes do Brasil, suas músicas falam das belezas naturais, do Brasil, de Amor e das Mulheres. Já nos anos 80, representava a verdadeira mulher brasileira.

Era realmente difícil assumir o cabelo que eu tinha. Queria cortar franja, como minhas amigas, e cortei. Mas a franja enrolou e foi parar no meio da testa. Queria cortar o cabelo no ombro e cortei. Mas ele ficou armado, parecendo um abajour. Queria fazer muitas coisas e fazia. Mas o resultado não me agradava.

Na adolescência cheguei a pensar que não conseguiria arrumar nenhum namorado por causa do meu cabelo (grande engano). Por isso, fiz algumas químicas, para alisar um pouco, ainda assim, não me sentia bem. Passei a dizer para todo mundo que eu queria ter nascido com o cabelo liso, como não nasci, iria assumir o cabelo que tinha. Mesmo assim, adorava olhar as mulheres de cabelo liso, passar a mão em seus cabelos sedosos. Enquanto no meu, os dedos enroscavam nos nós que ele dava.

Foi difícil, mas eu não desisti e gastei muito dinheiro com cremes e produtos para domá-lo. Porém, sentia-me sozinha nessa estrada de assumir meu cabelo natural. Era difícil encontrar algum cabeleireiro, por exemplo, que soubesse lidar com meu cabelo cacheado. Eles logo me perguntavam se eu não queria alisar. Também era difícil encontrar meninas que gostassem de seus cabelos cacheados e quando encontrava, pouco tempo depois já estavam alisados.

O tempo foi passando e eu convivendo com as dificuldades. Amando o cabelo num dia e detestando no outro.

Há uns dois anos, num momento de transição da minha vida e ainda vendo a quantidade de mulheres de cabelos lisos, eu pensei em alisar. Achei que era a hora de assumir um cabelo liso e me sentir realmente feliz comigo. Foi quando, numa tarde de domingo, encontrei na internet uma Youtuber já muito famosa no mundo dos cachos, Rayza Nicácio.

Rayza criou um canal no Youtube em Fevereiro de 2011, hoje já possui mais de 1 milhão de inscritos. Nos seus vídeos, conta sua história de aceitação do cabelo crespo. Também fornece dicas de como cuidar dos cabelos, quais produtos usar, qual penteado fazer, etc.

Enfim… foi amor à primeira vista. Desde então, venho acompanhando ela e outras blogueiras cacheadas que me ajudam a entender e assumir cada vez mais o meu cabelo.

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E tenho certeza que foi essa onda de aceitação divulgada pela Internet que tem incentivado milhares de garotas a assumirem seus cachos, a espalharem a beleza cacheada e crespa que vem da nossa raiz negra.

Esse é um ponto positivo da Internet, a possibilidade de qualquer um dividir sua história e buscar motivação ao ajudar. É uma via de mão dupla, elas se ajudam e ajudam aos outros.

A reflexão que quero deixar é: Não importa o padrão que a sociedade te imponha. Não importa se o seu cabelo é liso ou crespo. Ser você é muito melhor e mais fácil do que tentar ser o que você não é.

Isso não se resume apenas ao cabelo, mas à cor de pele, ao formato do corpo, classe social, orientação sexual e tudo o mais que faz você ser quem realmente é.

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Pense nisso e….assuma-se!!!!

Abraços Coloridos.

Você é uma pessoa que desperdiça talentos? – por Camila Moreira – Psicóloga CRP 06/123888.

Reconheça se você é uma pessoa que desperdiça talentos. Alguém que não consegue aproveitar seus recursos financeiros nem emocionais. Aquele que não usa o tempo aos seu favor.

Confira no texto de hoje 5 situações para você identificar se é alguém que desperdiça seus talentos.

Dia desses estava eu, voltando da terapia (espanto!).

O que? Você não sabia? Sim, psicólogo também faz terapia. Bom, mas isso não vem ao caso neste texto.

Continuando, eu estava dirigindo por uma avenida muito movimentada aqui na cidade de Santos, quando me deparei com algumas bexigas coloridas voando bem no meio do asfalto.

Alegrei-me quando vi, mas logo entristeci, pois as rodas do meu carro acabaram passando por cima de algumas e elas estouraram. Ainda consegui olhar pelo retrovisor e vi que outras duas sobreviveram, pulavam com o vento, indo de um lado a outro. Mas estavam no lugar errado, na hora errada e logo acabariam “atropeladas” por outro carro.

Que desperdício de talento – pensei – as bexigas tão lindas e coloridas, poderiam estar decorando uma festa de aniversário, a inauguração de uma loja ou até mesmo um leito de hospital. Poderiam levar vida, dar alegria. Porém, no meio do asfalto apenas provocariam a morte.

Morte delas mesmas, ou morte de alguém, causada por um acidente.

O talento que deveria ser utilizando para alegrar estava ali perdido. Arriscando a vida, desperdiçando, se acabando e morrendo aos poucos.

Situações como essas do dia a dia podem nos ajudar a refletir sobre o que fazemos com nossa própria vida. Você já parou pra pensar se tem aproveitado seus talentos? Já pensou se não anda desperdiçando tempo ou dinheiro com coisas que não valem a pena? Você tem arriscado a sua vida?

Pensando nisso, selecionei cinco situações em que você possa identificar se tem desperdiçado seus talentos:

1 – Quando você usa toda a sua energia para resolver o problema de outra pessoa, por exemplo, você está perdendo tempo. Portanto, desperdiçando seus talentos!

2- Se você tem um emprego que não gosta, reclama todos os dias quando vai trabalhar, não sente prazer nenhum no ambiente de trabalho, nem na atividade que você exerce. Atenção! Você está desperdiçando seus talentos!

3 – Você continua namorando aquele garoto/garota que não te valoriza, que cobra demais e não retribui. Sabe que esse relacionamento não vai dar em nada e inclusive chega a pensar que esta num relacionamento abusivo, mas não consegue sair dele. Atenção! Você está desperdiçando seus talentos!

4 – Se você arrisca sua vida, bebendo até cair, se drogando por ai, transando com qualquer um que apareça. Atenção! Você está desperdiçando seus talentos!

5 – Se você já percebeu que faz um pouco de tudo isso, mas não consegue parar. Atenção!!! Você está desperdiçando seus talentos.

Identificar se você é uma pessoa que desperdiça talentos é o primeiro passo. Não é fácil reconhecer que desperdiçamos aquilo que temos de melhor e que nos esforçamos muito para ter.

Após o reconhecimento, pare e pense em outras situações que sugue as suas energias, que o impeça de crescer e se desenvolver. Cuide melhor de você, cuide melhor daquilo que você possui de mais valioso: VOCÊ MESMO!

E se mesmo assim você perceber que não consegue aproveitar seus talentos, procura ajuda de um psicólogo. Faço o que for preciso para ser bexiga alegrando uma festa de aniversário, e não uma bexiga no meio da estrada.

Abraços Coloridos.

 

Rosa para meninas e azul e para meninos? Parem de pintar essa ideia! – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996

Quando eu vejo alguém falando para uma criança que ela deve ou não gostar de determinada cor ou brinquedo por ser menina ou menino fico pensando, mas quem foi que inventou essa ideia tão absurda?

Na primeira infância, os bebês em desenvolvimento estão descobrindo o mundo através dos sentidos e estímulos do mundo a sua volta, e na maioria das vezes se interessam por diversos estímulos e também por objetos multicoloridos.  Nesse bebê que ainda está descobrindo o mundo não existe ainda essa distinção de objetos ou cores separadas por gêneros.

Já maiores, na segunda infância, estamos com a nossa criatividade e a imaginação a todo vapor, também estamos dispostos a brincar e experimentar um infinito de possibilidades nas brincadeiras, pensando assim, nessa criança também não existe esse espaço para a criança definir o que seria uma brincadeira ou cor de menino ou menina.

Portanto acredito que essa distinção, esse pré-conceito de que algo é exclusivo para o gênero masculino ou feminino é algo que nós adultos ensinamos (e em muitos casos impomos) para as crianças. Se trata de uma construção social, uma imposição de opinião que precisamos urgentemente repensar e mudar a ideia de que o brincar está relacionado com a identidade de gênero.

Afinal qual o problema de uma menina gostar de brincar de super-heróis? Ou de um menino gostar de se vestir de cor de rosa?

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Na infância a criança está em desenvolvimento e experimentando a todo momentos novos aprendizados e experiências.  Ela deve ter estímulo e liberdade para expressar seus sentimentos, vontades e para elaborar sua opinião, criatividade e imaginação.

A criança que não se encaixa nesse padrão imposto, se sente insegura, confusa e na maioria das vezes sofre, podendo ser levada a pensar que existe algo de errado com ela. É extremamente prejudicial e retrógrado impor um comportamento ou pensamento, ou acreditar que o gênero de uma criança limita as cores e brincadeiras que ela pode vivenciar.

Cada criança é única e deve ser livre para brincar e ser feliz, temos que entender que nem todas as meninas serão bailarinas (eu por exemplo gostava mesmo era de handball, e meus pais apoiaram e curtiram essa experiência comigo), e não tem nada de errado no fato do menino querer brincar de casinha ou de bonecas, pelo contrário, eles estarão aprendendo desde pequenos a importância de atividades como os afazeres domésticos e a paternidade.

São pequenas mudanças que fazem com que essa ideia seja desconstruída, como por exemplo: antes de presentear uma criança pergunte a ela o que ela gostaria de ganhar, repense que entre o azul e o rosa existe uma cartela de cores infinitas, não se limite a dividir as brincadeiras em para meninos e para meninas, pense o quanto pode ser divertido se a brincadeira puder ser realizada em conjunto, por exemplo.

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A questão é como os adultos lidam com isso, na maioria das vezes a dificuldade e o preconceito está em nós adultos, relacionado até mesmo com nossa criação e a maneira que nos era permitido brincar quando criança. Mas é exatamente essa questão que temos que refletir, repensar. Olhar para nós mesmos, fazermos um exercício autocrítico sobre como lidamos com essa nova possibilidade, mudanças e evolução social que é muito positiva.

Buscarmos sempre amar e respeitar nossos filhos, não os rotular ou olhar a maneira como brincam com julgamentos exagerados e maldosos, não devemos nunca impor nossa vontade ou maneira de pensar a eles, é preciso sempre oferecer uma relação de cuidado, onde existe espaço para o diálogo e o respeito mútuo.

O fato é que somente quando paramos para refletir, temos condições de reconstruir nosso modo de ver e agir a respeito e entendemos que não precisamos limitar nosso olhar; na infância as brincadeiras e cores são infinitas e todas elas trazem aprendizados e vivências divertidas e multicoloridas.

Abraços Coloridos!

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

Carolina de Paula Almeida
CRP 05/47996

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O Jaleco Branco que salva vidas – por Camila Moreira – Psicóloga CRP 06/123888

No dia 18 de Outubro comemora-se o dia do médico no Brasil e em alguns países do mundo como Portugal, Espanha, Itália e Inglaterra.

Em comemoração a essa data, é que escrevo este texto, refletindo sobre a importância deste profissional e os sacrifícios que faz por esta profissão.

Desde o início de Setembro, venho acompanhando uma série de grande sucesso nos Estados Unidos chamada Grey’s Anatomy. A série mostra a realidade nua e crua dos residentes de um Hospital Escola que forma Cirurgiões de diversas especialidades.

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Não quero aqui me deter exclusivamente na série, até porque se eu fizesse isso, escreveria por horas e horas, visto que são 12 temporadas com 24 capítulos cada uma delas e eu estou envolvidíssima, a ponto de dormir tarde todos os dias por não conseguir desgrudar os olhos daquelas cirurgias, das histórias dos pacientes e de todas as doenças que conhecemos e daquelas que não conhecemos e a série as retrata muito bem.

Enfim, deixando minha predileção de lado, quero propor uma reflexão acerca dos inúmeros sacrifícios que esses profissionais da saúde fazem, por um único objetivo, salvar vidas.

Você já parou para pensar quantos anos um médico precisa estudar e se dedicar para se tornar efetivamente um bom médico?

Já parou para pensar nas horas e horas de renúncia que ele precisa fazer para estar de prontidão e te atender?

Passou pela sua cabeça que, enquanto você dorme tranquilo em sua cama, dentro de algum hospital um médico pode estar com um paciente deitado em sua maca, entre a vida e a morte. E ele ali, de prontidão, tentando de tudo para salvar a sua vida.

Você pensa quantas horas ele fica sem dormir, atendendo casos e casos de pacientes que chegam para uma emergência?

Pensou que ele pode estar de plantão num hospital, só esperando dar a hora de ir embora para jantar com sua esposa e comemorar aniversário de casamento e de repente chegar um paciente com uma perna quebrada, uma apêndice inflamada, um coração enfartando ou com um rim parando e ele precisa deixar sua vida pessoal de lado para salvar a vida do paciente.

Eu mesma nunca havia refletido sobre essas questões e a série ajudou-me a ter um outro olhar para esses heróis, guerreiros e que lutam dia a dia por nossa saúde e bem-estar.

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E desde então, me arrependi de criticar um médico que, nas madrugadas em que precisei ir a um pronto-socorro, vinha me atender com cara de travesseiro. E eu pensava: “Folgado, dormindo na hora do trabalho.”

Pois é, eles dormem nos plantões sim, 15 minutos, meia hora. Mas não é um plantão de 9 horas, como o nosso dia de trabalho. É um plantão de 36 e até 48 horas.

Portanto, eles têm sim o direito de dormir. Precisam descansar pelo menos alguns minutos, para continuarem dispostos a nos ajudar. Nosso dever é compreender e agradecer por estudarem tanto para nos dar o melhor.

Os médicos são aqueles que salvam às nossas vidas, mas muitas vezes não conseguem salvar a si próprio, nem o seu casamento, o namoro ou o relacionamento com seus filhos.

São tantas horas salvando os outros que esquecem que precisam salvar suas próprias vidas.

Diante disso, aqui vai minha admiração e meu agradecimento a todos os homens e mulheres que dedicam-se cada vez mais na arte de salvar!

Aos Jalecos Brancos que salvam vidas: MUITO OBRIGADA

Abraços Coloridos,

Camila Moreira

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Camila Moreira: Apaixonada por cores, livros, psicologia e brigadeiro. Nas horas vagas é esposa do Cícero, “boadrasta” da Luany e mãe de sua filha canina Anitta, uma sharpei encantadora

 

Camila de L. C. Moreira S. da Silva – Psicóloga – CRP 06/123888

Por que está todo mundo de preto?! Como ajudar uma criança no processo do luto – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996.

Na coluna Cores da Infância de hoje, a psicóloga Carolina Almeida fala sobre o processo de luto infantil e dá dicas de como ajudar uma criança a enfrentar este período difícil.

Todos nós sabemos que perder um ente querido ou um animalzinho de estimação é muito doloroso, mesmo que a finitude da vida seja algo comum a todos nós se trata de uma vivência muito difícil.

Quando perdemos alguém entramos no processo do luto, esse processo pode acontecer em cinco estágios emocionais, segundo Elisabeth Kubler-Ross.

  • negação: a negação trata-se de um mecanismo de defesa com a finalidade de aliviar o impacto da notícia, mesmo sabendo o que está acontecendo não entramos em contato com o sentimento que a situação causa. Essa fase é aquela em que parecemos estar anestesiados.
  • raiva: quando já entramos em contato com o sentimento doloroso da perda é comum apresentarmos raiva, tentarmos arranjar um culpado (muitas vezes podemos pensar até que nós somos culpados), lembramos das nossas vivências e pensamos que deveríamos ter feito algo diferente.

Nessa fase é comum questionamentos como:

“Mas porque comigo? ”

“Eu deveria ter digo mais vezes que o amava, como fui estúpido! ”

  • negociação: nessa fase começamos a entrar em contato com a perda, mas para que a perda não seja real negociamos (geralmente com Deus).
  • depressão: A depressão é a fase mais delicada, entramos em contato com o fato de a perda ser irreversível, sentimos o “espaço” vazio da pessoa que perdemos e todos os significados e mudanças que essa falta trás para nossa vida. A fase da depressão é uma fase importante para o próximo passo, que é a aceitação. Pois só conseguimos elaborar e ressignificar nossas vivências quanto entramos em contato com elas.
  • aceitação: Última fase do luto. É a fase que aceitamos a perda com paz e serenidade, sem desespero, revolta ou negação. Nesta fase o espaço vazio deixado pela perda é preenchido pelas lembranças positivas e o carinho que teremos sempre por aquela pessoa ou animal de estimação.
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A criança também passa por um processo de luto.

Com as crianças não é diferente, elas também sentem muito a perda de alguém. Para elas o processo do luto pode ser até mais difícil por não terem conhecimento necessário para entender o que está acontecendo.

A criança vivencia a situação, vê o sofrimento dos adultos e mesmo que não consiga elaborar, ela percebe que algo está acontecendo e sente essa situação dolorosa.

Quando nós, adultos, ocultamos a verdade sobre o que está acontecendo ou não deixamos a criança participar, mesmo acreditando que estamos poupando-a, deixamos ela desamparada e confusa.

Ao contrário, a criança deve ter espaço para vivenciar e expressar seus sentimentos.

Devemos acolher as angústias e dúvidas da criança, buscando sempre sermos o mais honesto possível.

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Acolher a criança em suas dúvidas e angústias é o melhor caminho.

Claro, de maneira muito cuidadosa, respeitando o tempo e a condição da criança para entender o que dizemos, cada criança terá os recursos que sua idade permitir para entender essa realidade e significar essa perda, porém excluí-la do processo não é saudável e pode ser extremamente angustiante e prejudicial.

Criar fantasias ou formas muito vagas de explicar pode dificultar o entendimento. Devemos evitar dizer que a pessoa foi viajar, virou estrela ou algo nesse sentido dificulta o entendimento e o processo de luto.

Não devemos forçar sua presença nos rituais como o velório ou o sepultamento, porém dependendo da idade ela pode querer estar presente nesses momentos. É importante respeitar sua vontade, porém explicar o que são e como acontecem os rituais, ficar junto dela para que se sinta acolhida e segura, deixá-la ficar o tempo que desejar e dar espaço para que ela tire as dúvidas que tenha.

Sabemos que perder alguém é algo muito difícil para todos nós, e além de elaborarmos essa perda, é muito importante que tenhamos respeito e amor para ajudar a criança a vivenciar o luto e entender que a morte é um acontecimento natural.

Mas que podemos e devemos nos lembrar da pessoa que faleceu de maneira carinhosa com muito amor e respeito, já que cada pessoa que passa na nossa vida nos deixa sentimentos e aprendizados valiosos. Isso nunca morre e está sempre vivo em nós.

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Manter as lembranças boas da pessoa falecida.

Abraços Coloridos,

carolinadepaula

 

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

Carolina de Paula Almeida
CRP 05/47996

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