Celular: nosso bem mais “precioso”

Venho pensando sobre o lugar que o celular ocupou em nossas vidas. Por muitas vezes, eu me pego angustiada, rolando o feed de notícias do meu facebook, procurando por algo sem nada encontrar.

Talvez isso aconteça porque nem eu sei o que desejo encontrar naquelas imagens, vídeos e textos. O que eu busco não está ali. Mas, também não sei dizer o que eu busco.

O fato é que o tempo que eu poderia usar para fazer outras coisas eu desperdiço a cada minuto de atualização do facebook.

E a cada atualização se renova em mim a esperança de que desta vez aparecerá na tela do meu celular a solução para todos os meus problemas.

O celular tornou-se o nosso bem mais precioso.
Cuidamos dele melhor do que a nós mesmos. Passamos mais tempo ao lado dele do que ao lado de nossos amigos, filhos e maridos/esposas.

Logo pela manhã, é ele que nos desperta, nos chamando para um novo dia e lá estamos nós dando bom dia para ele e através dele.

Você já parou para pensar que o primeiro objeto que você toca ao acordar é o celular? Você não fala e nem toca mais ninguém ao acordar. Apenas ELE.

Se o celular fosse uma pessoa, seria uma pessoa de muita sorte. Pois teria a sua atenção no primeiro minuto do seu dia. Seria uma pessoa muito bem cuidada, tocada e amada. Alguém que tem a sua atenção 24 horas do dia. Ao acordar, no banheiro, no café da manhã, dirigindo, lendo, ouvindo música, almoçando, trabalhando, em uma reunião de amigos, num restaurante e até assistindo um filme/série, lá estamos nós com os olhos grudados no celular.

Parece que desenvolvemos uma habilidade única que é fazer qualquer coisa da vida com o celular na mão. E assim vamos conhecendo o mundo inteiro, nos comunicando com todo mundo e com ninguém ao mesmo tempo.

O curioso é que estou aqui agora escrevendo este texto e já parei algumas vezes para olhar o celular. Outras vezes pensei: “Será que tem alguma mensagem?”.

Confesso que precisei me controlar para não tocá-lo. De qualquer forma, ele continua ao meu lado e parece que dele ecoa uma voz encantadora e sedutora.

Como o canto de uma sereia, ele chama para mergulhar no mar de aplicativos e me afogar. Porque é exatamente isso: sedução e morte!

O celular-sereia seduz e mata ao mesmo tempo. Mata amizades, mata relacionamentos, mata o tempo, mata a vida!

Como se livrar deste canto e não cair em sua armadilha?

Infelizmente ainda não tenho essa resposta. Minha busca está apenas começando.

E cá estou compartilhando este texto através do celular, de uma rede social, da internet. Fica então parecendo que toda minha reflexão vai por “água abaixo”.

A questão é que hoje, esta é a única ferramenta que alcança multidões em segundos.

De fato, o celular, a televisão e a internet não são os vilões. Nós é que os usamos para nos defender do encontro conosco. Nós os colocamos como prioridades para não ter que pensar nos sofrimentos, nós que os usamos para preencher um vazio existencial.

Um vazio que poderia ser preenchido com muitas atividades saudáveis e prazeirosas. Mas que exigiriam de nós muito esforço e enfrentamento.

Será que para isso você está disposto?
Disposto a se cuidar, se amar e se valorizar como você faz com o seu celular?

Fica aqui meu convite para a reflexão!

Um grande abraço!

Camila Moreira

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