Como podemos auxiliar as crianças a superarem os medos. – por Carolina Almeida – CRP 05/47996

O medo é como um estado de alerta comum a todo ser humano, e está muito presente nas crianças. Geralmente ele nasce de uma avaliação de que algo oferece perigo. Nós tememos algo que não estamos familiarizados ou que não podemos controlar.

Nas crianças existem medos que podem ser comuns a determinadas idades, por exemplo:

  • Até os dois anos é comum a criança ter medo de ruídos fortes.
  • Dos três aos Cinco terem medo de animais por exemplo.
  • Dois 6 aos 8 de seres sobrenaturais, do escuro.
  • Dos 9 aos 12 anos medo de ir mal em uma prova, de morte, de escuridão.

Os medos podem ocorrer através de experiências vividas pela própria criança ou algo que a mesma escute ou veja. Em alguns casos, o medo pode ser fruto de uma fantasia, já que a criança às vezes tem dificuldades de diferenciar o imaginário do real em algumas fases. À medida que a criança vai crescendo os medos vão desaparecendo, em sua maior parte.

A maneira como os pais lidam com o medo, pode ajudar a situação a ser menos desconfortável e dar a criança condições de compreender, se sentir mais segura e, até mesmo, superar essa dificuldade.

Existem atitudes que não só não ajudam como são extremamente prejudiciais como:

 

  • Ridicularizar a criança: Para com isso, você não é mais criancinha.
  • Forçar a criança de maneira coercitiva a enfrentar o medo: “Passe a mão no cachorro ele não vai te fazer nada”

É preciso entender a origem desse medo, acolher a criança, tranquilizando e encorajando a falar sobre seus sentimentos.

Também podemos evitar os medos dos filhos (por exemplo não deixando que vejam um filme ou joguem um jogo que não é para a idade e pode se tornar uma situação que cause temor).

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Mas como saber se o medo que meu filho tem não é patológico?

Quando o medo é excessivo e anormal, se tornando disfuncional e trazendo prejuízos no cotidiano e sofrimento para a criança, chamamos de fobia. É necessário além de oferecer uma relação de afeto e compreensão, procurar ajuda de um profissional.

O psicólogo oferece um espaço de escuta, acolhimento, realizando junto com a criança, um trabalho de compreensão desse medo prejudicial, oferecendo assim, condições de elaborar novas possibilidades de pensar e agir a respeito. Além de orientar os pais em relação a como lidar com essa situação da maneira mais tranqüila para toda família.

Como em todas as situações da vida da criança é preciso que observemos com carinho e atenção seus comportamentos e, mais do que isso, demos espaço para ela falar sobre o que sente e pensa.

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Abraços Coloridos,

 

carolinadepaula

 

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

Carolina de Paula Almeida
CRP 05/47996

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