A grande sobrecarga do amor – por Bruna Terra – Psicóloga CRP 06/127703

O amor supera tudo. Quando se ama, todas as dificuldades ficam pequenas. Quem se ama arruma um jeito de ficar junto. Amar basta. Quem tem amor, tem tudo.

Gente, vamos aliviar a barra do amor? Está pesado pra ele… É muita responsabilidade, não é justo com ele. O amor é frágil sim, e ele é apenas um elemento dos relacionamentos, um elemento importantíssimo, mas ainda assim só um elemento. McCartney e Lennon repetiram tanto “all you need is love” que a gente acabou acreditando. Vamos falar sobre isso? Amar somente não basta.

Um dos maiores aprendizados que tive com a maturidade foi sobre o amor. Foram muitos anos de criança/adolescente vendo histórias de amor, contos de fada, comédias românticas americanas e isso tudo me fez criar uma imagem completamente utópica e deturpada do amor, esse sentimento que eu ainda nem tinha sentido. Estava esperando o grande príncipe que me faria morrer de amor e que me preencheria por completo e me respeitaria e construiria ao meu lado um mundo mágico e só nosso. Mas que armadilha…

Aí a gente se apaixona pela primeira vez e vê que o buraco é mais embaixo. E aprende algumas coisinhas, aí se apaixona de novo e desconstrói outras coisinhas. E aí acaba de novo e se apaixona de novo e descobre outras novas coisas. E aquela imagem romântica do sentimento vai ficando cada vez mais apenas uma das nossas lembranças infantis… Sim, eu acreditava no amor como quem acreditava em papai noel e fada do dente.

A gente cresce achando que sem um amor romântico que termine em casamento, a vida não é completa, a vida não é feliz e a vida não faz sentido. Encontrar o “amor da vida” se torna uma prioridade enorme e existe uma cobrança pra que você não fique pra titia/titio. Já imaginou o que vão falar se você tiver X anos e ainda não tiver casado? Encalhada (o).

De novo, aliviem a barra do amor. O amor acontece algumas vezes na vida e, muitas vezes, é findo. Sim, porque é tanta influência externa e interna que o amor às vezes bate a palma da mão no tatame e diz que não pode mais continuar… E cada vez que o amor não basta, parece que o mundo desmorona e um drama quase Shakespeariano toma conta da gente: ó, céus, e agora? O que será de mim?

Amor não acaba, amor transmuta. Amor vira carinho, respeito, bem-querer ou até mesmo raiva, ódio, indiferença, nojo… E acredito que a evolução do sentimento tem muito a ver com a nossa capacidade de saber a hora de parar. Quanto mais se ignora os sinais, mais arriscado fica. Não falo de desistir, acho sim que é preciso de um esforço pra entender se o que está acontecendo é um vento forte ou um furacão devastador, mas muitas vezes o furacão já veio, estamos no olho dele e nos recusamos a enxergar que já está tudo destruído em volta.

Amar é maravilhoso e é uma tremenda sorte, aos que já amaram ou amam, sintam-se privilegiados. A gente não encontra um sentimento tão bonito desses assim, em qualquer esquina. Amores de verdade podem acabar sim, amores que acabam não são amores que não deram certo e nem são amores de mentira ou fracos. Acho que todo amor dá certo, mas não quer dizer que todos são pra sempre.

A vida e o amor são uma grande viagem de trem. A gente não tem controle nenhum sobre o destino final das pessoas que dividem o vagão com a gente. Nossa estação de embarque é a metade da viagem de alguém, a sua viagem é a mesma de outra pessoa só até certo ponto. Quando a viagem da pessoa acaba e a sua segue, isso não apaga os momentos incríveis que tiveram enquanto conviveram no mesmo vagão, as paisagens que viram, as conversas que tiveram. Às vezes, raras vezes, encontramos em uma estação uma pessoa que acaba descendo no mesmo lugar que você, é a mesma viagem, o mesmo fim, é um compartilhamento mais extenso, mas não menos bonito e forte do que dos que se encontraram apenas entre um embarque e desembarque.

Ninguém é obrigado a seguir a viagem do outro, a vida é individual. Muitas vezes pode sim ser mais divertida e gostosa em companhia… ter um ombro, um colo, um peito pra se aninhar é maravilhoso, mas não é vital. É preciso entender que nossa viagem é só nossa e que amar alguém não necessariamente significa recalcular a rota. A gente vai até onde é incrível, onde é genuíno, a gente vai até onde a viagem é uma diversão e uma experiência marcante pra gente e pro outro, a gente vai até onde as paisagens são bonitas para os dois. Estar parado na estação enquanto o outro segue viagem é confuso, não sabemos se ficamos felizes por estarmos onde deveríamos estar ou tristes por vermos que a passagem do outro o leva pra outro lugar, é agridoce mesmo. Por algum motivo somos muito pouco preparados pra sentimentos tristes… E o medo desses sentimentos nos leva a fazer coisas que violentam nossa existência e isso nunca vale a pena.

Eu entendi que forçar a barra é uma coisa muito dolorida. Não dá pra insistir num sapato que machuca, num trabalho que nos faz miserável, numa cidade que nos amedronta, numa amizade que nos suga, num penteado que nos dá dor de cabeça e num amor que não nos faz plenamente feliz.

Amar é ótimo, é lindo, é o sentimento mais incrível do mundo. Sentir borboletas no estômago é uma das sensações que mais amo na vida, mas não posso moldar toda a minha vida atrás das borboletas. Amar tem milhares de manifestações, mas insistimos que se amamos amigos, cidades, familiares, nosso trabalho, animais e não casamos, não somos completos. Se tivermos tudo, maravilha, mas se não completarmos o álbum do amor, não há motivo pra ser infeliz, algumas figurinhas são mais difíceis mesmo e isso não faz que com que a coleção fique menos gostosa de se ter.

O amor sempre faz o seu melhor. Seja bem-vindo quando quiser, mas, deixe quando tiver que ir.

Abraços Coloridos.

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Bruna Terra: Psicóloga apaixonada pelo atendimento clínico e suas multifacetas. Acredito que fazendo o que nos faz sentido, nos tornamos felizes dia a dia.

CRP 06/127703

 

 

Criança convivendo com criança: A importância da interação entre as crianças desde a primeira infância – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996.

Já falamos aqui outras vezes sobre a importância dos pais na vida do bebê desde o seu nascimento, sobre como esse cuidado é significativo, como essa relação transforma a vida de todos que estão experimentando essa vivência.

Hoje vamos falar de uma outra interação social muito significativa, a importância do contato com outras crianças.

No processo de interação social a criança se desenvolve no contato com o outro. Quando pequenas as crianças aprendem muito imitando umas as outras, além disso, demonstram muito interesse por outras crianças, principalmente quando essas têm o mesmo tamanho que elas.

Existe muita curiosidade e afinidade entre as crianças, essa interação abre portas para uma infinidade de descobertas e aprendizados e no brincar elas estabelecem vínculos, criam e experimentam juntas.

Estimular desde cedo os pequenos a interagirem uns com os outros contribui para a sua socialização e para possam vir a ter relacionamentos mais saudáveis futuramente, entendendo a importância do outro e favorecendo sua capacidade de empatia.

Quando aponto aqui sobre a importância do convívio com outras crianças não estou me referindo somente a interação entre irmãos. Apesar da interação entre irmãos ter um papel que influência e reflete na socialização das crianças, não são as únicas opções de convívio.

Filhos únicos também podem (e devem) ser crianças estimuladas a conviver socialmente com outras crianças, tudo depende do meio em que essa criança está inserida e da importância que os pais dão para essa questão.

Atualmente vemos cada vez mais casais com um número de filhos menor quando comparados a seus pais e avós, podemos atribuir isso a diversos fatores, como: a maior participação da mulher no mercado de trabalho, mudanças no planejamento familiar, dedicação à carreira profissional, demanda maior de atividades de todos os membros da família, entre outros.

A decisão de ter um ou mais filhos cabe ao casal, e deve ser baseada no planejamento familiar e no diálogo entre os dois e não na pressão ou em interferências de outras pessoas, entretanto, optando por um único ou mais filhos, a questão que proponho reflexão com esse texto é sobre entendermos e valorizarmos a importância da convivência da criança com outras crianças para o seu desenvolvimento.

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Existem diversas outras oportunidades em que as crianças podem conviver, além de serem excelentes atividades para serem realizadas em família, visitas a parques e locais de convívio comum a outras crianças da mesma faixa etária podem ser opções.

Além disso, todos nós nos lembramos da convivência com primos, amigos e outras crianças e de como as brincadeiras e momentos de convívio com os mesmos se tornaram memórias cheias de afeto.

A maneira como os pais se relacionam entre si, com os filhos e com os outros reflete na maneira como a criança vai interagir também, já que as crianças tendem a ter os pais como exemplos.

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Quando a criança vê no ambiente familiar um relacionamento afetuoso e seguro, a qualidade de seus relacionamentos fora desse ambiente tende a ser melhor e consequentemente mais saudável.

Somente na interação com o outro é que a criança desenvolve sua capacidade de praticar o respeito, entende a importância de aceitar as diferenças, aprender a dividir e a reconhecer as necessidades, os desejos e pontos de vistas diferentes, bem como, aprende a discordar e a como resolver um conflito. Desenvolvendo assim condições de ter relacionamentos cada vez mais seguros e saudáveis.

Abraços Coloridos,

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

Carolina de Paula Almeida
CRP 05/47996

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Antes de ser papai e mamãe, vocês são um casal! – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996

No texto de hoje, a Psicóloga Carolina Almeida leva-nos a refletir sobre como voltar a ser um casal, após o nascimento dos filhos. Confira!

Todos nós sabemos que ter filhos é um passo extremamente importante na vida de um casal, já falamos aqui antes sobre a importância desse papel, sobre como se trata de uma decisão importante e de uma vivência cheia de aprendizados e significados que vai sendo construída a cada dia, transformando a vida de todos os envolvidos.

Hoje vamos falar de um ponto muito importante, o fato de que antes mesmo, e apesar de serem pais, o casal precisa encontrar tempo, espaço e dedicação para a vida à dois.

Parece um assunto óbvio, mas no consultório presencial e on-line e nos inúmeros e-mails que recebo, é cada vez mais frequente a dificuldade das famílias em conciliarem todas as atividades envolvendo a carreira profissional, a rotina das crianças, as tarefas domésticas e as relações interpessoais.

Percebo que em muitos momentos, o cansaço proveniente da sobrecarga de atividades, aliado ao corre-corre do relógio e até mesmo as dinâmicas próprias da criação dos filhos, acaba resultando no afastamento do casal.

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Antes da chegada dos filhos é comum que os dois realizem atividades juntos, após isso existe uma dificuldade em se adequar à nova rotina, as crianças acabam sempre ficando em primeiro plano, o que é natural. Porém, é preciso ter cuidado, para que esse papel de pai e mãe não se torne único e acabe anulando o casal que ali existe.

Quando pergunto para os pais quando foi a última vez que eles reservaram um tempo exclusivo para o casal, percebo que as respostas são sempre parecidas, como se não tivessem se dado conta dessa questão, ou como se a rotina fosse algo tão automático, que não conseguissem refletir em como podem fazer para que seja diferente.

A questão é que todos nós temos diversas atividades para realizar em nosso cotidiano, e claro, com a chegada das crianças existe uma demanda maior, bem como, uma nova realidade. Porém, devemos sempre ter em mente que tudo é uma questão de se organizar, refletir e conversar a respeito de novas possibilidades de ação, buscando sempre realizar mudanças que resultem em melhorias na qualidade de vida de todos.

Existem alguns comportamentos e reflexões que o casal pode realizar em conjunto, visando estimular a cumplicidade e a parceria entre vocês.

  • Busquem dividir as tarefas relacionadas a rotina das crianças, para que assim ninguém se sinta sobrecarregado, sempre que possível façam atividades em família.
  • Reservem um tempo para namorar, é importante que o casal tenha um momento à sós, essa é uma ocasião para que vocês dois tenham privacidade e intimidade, longe dos filhos e não tem porque se culpar em deixar as crianças com alguém em quem confiem, trata-se de uma prática saudável para todos, pois também desenvolve a autonomia e a independência das crianças em relação a vocês.
  • Organizem-se para que cada um tenha um tempo para atividades individuais, pode ser um tempo com amigos, uma atividade física, a prática de um hobbie. É muito importante existir espaço para a individualidade, além disso desenvolve a confiança entre vocês.
  • Reservem um tempo para conversarem, é preciso existir espaço para o diálogo, tanto com as crianças sobre assuntos que sejam pertinentes e acessíveis a elas, como também um espaço para que vocês possam ouvir um ao outro sem que as crianças estejam por perto.
  • Dediquem-se com carinho para a relação, todos nós sabemos que quando temos cuidado e amor tudo fica mais fácil.

De tempos em tempos é preciso parar e olhar para nossas vivências, repensar sobre como estamos vivendo as relações com as pessoas mais importantes das nossas vidas.

Todas as relações têm momentos mais prazerosos e outros mais delicados, a questão é não desistir, cuidar das relações tão significativas para nós e valorizar o amor que uniu um casal e gerou essa família.

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Abraços Coloridos,

carolinadepaula

 

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

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7 dicas importantes para vencer a Ansiedade Infantil – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996

A ansiedade é um tema muito presente em nosso cotidiano, hoje em dia vivemos em um mundo cada vez mais acelerado em que a rotina está envolta de atividades e cobranças desde muito cedo, atingindo até mesmo as crianças.

Quando falamos em ansiedade nos referimos a um estado psíquico de apreensão provocado pela antecipação de uma situação desagradável ou perigosa. Até certo ponto ela é natural a todos nós seres humanos, em um nível saudável é importante e mobiliza o indivíduo em suas atividades. Por outro lado, a ansiedade patológica caracteriza-se por apresentar-se em níveis desproporcionais vindo a ser exagerada e disfuncional, podendo ser extremamente prejudicial, desagradável e incomoda, trazendo prejuízos ao cotidiano e dificuldades na realização das tarefas diárias.

Não se trata de algo que está presente só nos adultos, uma criança pode se tornar ansiosa desde os seus primeiros anos de vida, e algumas situações podem influenciar para que isso aconteça: como quando a criança não foi incentivada a seguir regras, a lidar com limites e frustrações, a entender que nem todos os seus desejos podem ser satisfeitos ou quando existe uma insegurança e dificuldade em elaborar e expressar seus sentimentos.

Mas como perceber que meu filho é ansioso de maneira patológico?

Existem alguns sinais e sintomas que os pais e responsáveis devem ficar atentos, esses sinais podem ser isolados, bem como podem ser em conjunto, é preciso observar e oferecer um ambiente acolhedor para a criança. Os sintomas podem ser:

  • Choro excessivo, sono alterado, inquietação;
  • Alterações no apetite (a criança começa a comer compulsivamente ou deixa de comer)
  • Muito retraimento e insegurança em realizar atividades por conta própria;
  • Preocupação e medos excessivos, se desequilibra na ausência dos pais;
  • Isolamento social;
  • Mostrar-se agressiva ou incomodada com algo;
  • Voltar a chupar o dedo ou fazer xixi nas calças;
  • Dificuldades em se expressar, problemas na fala (gagueira por exemplo);
  • A criança também pode apresentar sintomas físicos como: suar frio, respiração alterada, apresenta vômitos e diarreia frequentes.

 Mas, percebendo que existe um possível quadro de ansiedade infantil o que fazer?

Vou dividir com vocês 7 dicas que considero muito importantes para ajudar nesse processo:

  1. Buscar entender as origens dessa ansiedade.
  2. Desenvolver uma relação de confiança, acolhedora e sem julgamentos.
  3. Lide com a insegurança da criança da melhor maneira possível, com menos criticas e mais soluções.
  4. Atividades lúdicas também podem ser muito benéficas: dança, teatro, esportes, artes, mas lembrando que essas não devem ser impostas, ela deve experimentar e descobrir quais atividades gosta.
  5. Não potencialize os problemas e nem finja que nada está acontecendo. E também não a exponha a situações de ansiedade do mundo dos adultos: brigas e conversas de adultos.
  6. Busque dialogar sempre, esclarecer as dúvidas e fazer a criança sentir-se amada e integrada.
  7. A colaboração e ajuda de um psicólogo podem ser necessárias, o profissional irá desenvolver um trabalho junto com os pais e a criança para entender as causas dessa ansiedade e desenvolverem juntos novas possibilidades de pensar, sentir e agir a respeito. Além de orientar os pais em relação a como lidar com essa situação da maneira mais tranquila para todos.

Assim como nós adultos, as crianças também passam por situações de desafios em suas vivências, porém, fica mais fácil enfrentar quando elas contam com um ambiente de apoio, respeito e amor à sua volta. Um ambiente que ofereça cuidado, mas também que propicie autonomia e confiança para que ela se desenvolva sempre, saudável e feliz.

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Abraços Coloridos!

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
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O que tem debaixo dos caracóis dos seus cabelos? VOCÊ!!!! – por Camila Moreira – Psicóloga CRP 06/123888

Nos último tempos venho me surpreendendo com a quantidade de crianças e adolescentes assumindo seus cabelos ondulados, cacheados ou crespos naturais.

No meu último passeio a um shopping , observei muitas garotas com seus lindos cabelos crespos esbanjando beleza por ai. Eram grupos de meninas de todas as idades dos 13 aos 18 anos.

A cada cabelo “Black Power” que eu olhava, mais admirava a beleza e a coragem daquelas garotas em assumirem ser quem são. Estavam ali, representando elas mesmas. Representando uma geração que quer se assumir. Quer liberdade de expressão. Mulheres que não querem se submeter a um padrão imposto.

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O padrão é serem elas mesmas! Como no trecho da música Máscara da Pitty: “O importante é ser você”.

Essas imagens evocaram em minha memória, lembranças da minha infância e adolescência. Eu sempre tive cabelo cacheado. Era (e ainda é) muito cabelo. Um dos meus primos me apelidava de Gal Costa, cantava pra mim: “Meu nome é Gal. Meu nome é Gaaaalllll.” Eu, claro, naquela época  detestava ser comparada a ela. Vivia brigando com ele. Era pequena e não tinha maturidade suficiente para entender que ser comparada com a Gal deveria ser um grande privilégio. Uma das mais belas vozes do Brasil, suas músicas falam das belezas naturais, do Brasil, de Amor e das Mulheres. Já nos anos 80, representava a verdadeira mulher brasileira.

Era realmente difícil assumir o cabelo que eu tinha. Queria cortar franja, como minhas amigas, e cortei. Mas a franja enrolou e foi parar no meio da testa. Queria cortar o cabelo no ombro e cortei. Mas ele ficou armado, parecendo um abajour. Queria fazer muitas coisas e fazia. Mas o resultado não me agradava.

Na adolescência cheguei a pensar que não conseguiria arrumar nenhum namorado por causa do meu cabelo (grande engano). Por isso, fiz algumas químicas, para alisar um pouco, ainda assim, não me sentia bem. Passei a dizer para todo mundo que eu queria ter nascido com o cabelo liso, como não nasci, iria assumir o cabelo que tinha. Mesmo assim, adorava olhar as mulheres de cabelo liso, passar a mão em seus cabelos sedosos. Enquanto no meu, os dedos enroscavam nos nós que ele dava.

Foi difícil, mas eu não desisti e gastei muito dinheiro com cremes e produtos para domá-lo. Porém, sentia-me sozinha nessa estrada de assumir meu cabelo natural. Era difícil encontrar algum cabeleireiro, por exemplo, que soubesse lidar com meu cabelo cacheado. Eles logo me perguntavam se eu não queria alisar. Também era difícil encontrar meninas que gostassem de seus cabelos cacheados e quando encontrava, pouco tempo depois já estavam alisados.

O tempo foi passando e eu convivendo com as dificuldades. Amando o cabelo num dia e detestando no outro.

Há uns dois anos, num momento de transição da minha vida e ainda vendo a quantidade de mulheres de cabelos lisos, eu pensei em alisar. Achei que era a hora de assumir um cabelo liso e me sentir realmente feliz comigo. Foi quando, numa tarde de domingo, encontrei na internet uma Youtuber já muito famosa no mundo dos cachos, Rayza Nicácio.

Rayza criou um canal no Youtube em Fevereiro de 2011, hoje já possui mais de 1 milhão de inscritos. Nos seus vídeos, conta sua história de aceitação do cabelo crespo. Também fornece dicas de como cuidar dos cabelos, quais produtos usar, qual penteado fazer, etc.

Enfim… foi amor à primeira vista. Desde então, venho acompanhando ela e outras blogueiras cacheadas que me ajudam a entender e assumir cada vez mais o meu cabelo.

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E tenho certeza que foi essa onda de aceitação divulgada pela Internet que tem incentivado milhares de garotas a assumirem seus cachos, a espalharem a beleza cacheada e crespa que vem da nossa raiz negra.

Esse é um ponto positivo da Internet, a possibilidade de qualquer um dividir sua história e buscar motivação ao ajudar. É uma via de mão dupla, elas se ajudam e ajudam aos outros.

A reflexão que quero deixar é: Não importa o padrão que a sociedade te imponha. Não importa se o seu cabelo é liso ou crespo. Ser você é muito melhor e mais fácil do que tentar ser o que você não é.

Isso não se resume apenas ao cabelo, mas à cor de pele, ao formato do corpo, classe social, orientação sexual e tudo o mais que faz você ser quem realmente é.

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Pense nisso e….assuma-se!!!!

Abraços Coloridos.

Amores Líquidos – por Bruna Terra – Psicóloga CRP 06/127703

A necessidade de liberdade acompanhada do medo da liberdade do outro. A insegurança de se entregar acompanhada pelo desejo de total entrega do outro.

A necessidade de tranquilidade – acompanhada de uma constante expectativa em relação ao outro.

Essas são apenas algumas das diversas dualidades que as atuais relações humanas contemplam. Todos esses conflitos mentais – que em sua maioria não têm reais fundamentos – geram inquietações e decepções incessantes nos relacionamentos modernos.

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Desapaixonar-se tornou-se tão fugaz quanto apaixonar-se. Afinal, são tantas as opções que os meios tecnológicos me dispõem! Enquanto eu mantenho uma conversa com aquela pessoa no whatsapp, troco mensagens pelo facebook com outra. Espero ansiosamente por uma resposta rápida, mas caso nenhuma me corresponda, ainda tenho aquela outra pessoa com quem estou trocando SMS’s…

A superficialidade das relações humanas gerou um conjunto de laços e indivíduos “descartáveis”. Se algo não está bom: descarta! Mas o que nunca vem à nossa mente é que o caçador também pode se tonar caça. Lidar com diversas pessoas descartáveis o torna, da mesma maneira, descartável.

Estas relações são reflexos da sociedade em que vivemos e não podemos anular ou ignorar este fato. Mas podemos  reavaliar nossos comportamentos e atitudes. Recuperar aspectos positivos de tempos passados não é necessário mas, redefinir valores e colocá-los em prática já é um bom começo para fortalecermos possíveis vínculos sociais.

Abraços Coloridos,

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Psicóloga apaixonada pelo atendimento clínico e suas multifacetas. Acredito que fazendo o que nos faz sentido, nos tornamos felizes dia a dia.

Bruna Terra – Psicóloga

CRP 06/127703

 

Um segredo colorido para lidar com a desobediência dos filhos – por Carolina Almeida – Psicóloga 05/47996

Uma dica valiosa (e colorida) para lidar com a desobediência dos filhos.

No texto de hoje, a psicóloga Carolina Almeida traz um dica valiosa. Confira!

Uma das coisas que eu mais ouço pais e mães reclamarem é o fato dos filhos não obedecerem, não escutarem o que eles falam e não os respeitarem.

Hoje vou dividir com vocês uma dica muito importante em relação a isso, na verdade acredito que seja o grande segredo para acabar com os conflitos nesse sentido, entender a diferença de autoridade e autoritarismo, e desempenhar o papel de autoridade para com os filhos.

Mas afinal existe diferença? Pode parecer que não, mas existe sim uma diferença enorme nesses dois termos.

Exercer o autoritarismo está relacionado a ser uma pessoa dominadora, que usa de maneira exagerada a autoridade, buscando de maneira impositiva ter poder sobre pessoas ou situações.

Já ser uma autoridade é um papel ligado ao respeito, ao fato de ter esse poder de se fazer obedecer.

Na educação dos filhos quando exercemos um papel de autoritarismo, estamos impondo o poder sobre eles, de maneira negativa, não abrindo espaço para diálogos e reflexões.  Algo mais ou menos: “Sou eu que mando, não importa o que eu tenha que fazer para impor isso! ”

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As crianças acabam temendo a figura que se impõem de um modo exagerado, se trata de uma relação onde o medo e as inseguranças estão presentes de maneira danosa. Não existe uma valorização do outro e nem espaço para diálogos e construções juntos.

Já a figura de autoridade está relacionada com o respeito e admiração, a criança vê em você alguém que tem conhecimento, alguém com sabedoria, e considera suas colocações e ensinamentos. Trata-se de uma relação de conexão afetiva, onde você não precisa usar a imposição para ser visto como alguém que deve ser ouvido, a criança pratica a obediência de uma maneira saudável e você se torna uma referência, um espelho, um exemplo a ser seguido. Nessa relação existe espaço para diálogos, trocas e aprendizados valiosos.

O papel de pai e educador, não está relacionado só com a obediência, temos que entender que a autoridade e o respeito devem ser conquistados e não exigidos ou impostos.

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Educar filhos não é uma tarefa fácil, trata-se de uma experiência cheia de aprendizados e desafios, mas é também uma vivência extremamente valiosa e gratificante. Se trata de algo que vai se construindo, é essencial refletir sempre sobre o processo, e quando for preciso, mudar conceitos e comportamentos. Não podemos simplesmente repetir o que aprendemos com nossos pais, primeiro porque os tempos mudam de geração em geração, e também, porque cada relação é única.

A grande questão é que quando seu filho vê em você uma figura de autoridade, influência e segurança, vocês estabelecem uma relação extremamente saudável, já que além de te obedecer, ele confia em seu conhecimento, admira e respeita o papel tão importante que você tem na vida dele.

Abraços Coloridos!

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

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