Faz parte sentir saudades – por Bruna Terra – Psicóloga CRP 06/127703.

Hoje é dia de mais uma estréia no Blog Psicolorindo!

As quartas-feiras teremos a Coluna RELACIONAMENTOS MULTICOLORIDOS comandada pela Psicóloga Bruna Terra (CRP 06/127703), que nos trará assuntos sobre relacionamentos amorosos. Vamos conferir o texto de inauguração que ela preparou com todo amor para nós.

Seja bem vinda Bruna!

Faz parte sentir saudades

Desde quando ponto final precisa ser carregado de raiva e culpa? Em que momento passamos  a acreditar que ao terminar um relacionamento temos que deletar as memórias como se fossemos computadores a serem formatados?
Será que não é possível reconhecer que foi bom por determinado período, que durou o tempo necessário mas, que chegou a hora de ambos seguirem seus caminhos, que nesse momento são distintos?!
Dia desses estava pensando sobre términos. Relacionamentos interrompidos por algum descompasso desconhecido de ambas as partes, mas facilmente identificado pela vida.
Não há nada de errado em dizer tchau, até logo ou adeus. Laços não são prisões sentimentais das quais provas constantes devem ser realizadas. Estar com alguém não é muito diferente de não estar mais. É uma escolha.
E não é preciso odiar o outro por isso, transformar tudo em uma lembrança ruim como se nada tivesse valido a pena. Valeu, você amou.
Quando tentamos acreditar que tudo foi um verdadeiro desastre, estamos buscando uma maneira de nos defendermos de todos os sentimentos de afeto, porque assim fica mais fácil lidar com o término.
Mas precisamos aceitar que no nosso coração não existe a tecla DELETE. E que ele leva um tempo para entender coisas que para nossa cabeça são mais fáceis. E dar tempo a ele mas, deixar ele sentir tudo que for necessário e não obrigá-lo a odiar da noite para o dia.
E permitir esse sentimento não é sinal de fraqueza e nem de querer de volta o relacionamento que já acabou.
Aliás acho que por isso que reprimimos tanto esses sentimentos como a saudade, pensamos que não podemos sentir a falta de alguém que não queremos mais em nossas vidas.
Mas podemos sentir falta sim, porque houveram muitos momentos bons e por um período vocês viveram uma vida à dois, onde o mundo era você e ele. E não há problema nenhum nisso.  dê espaço para as lembranças, para as lágrimas que caírem, tudo isso faz parte do término, do cuidado que devemos ter com nossa dor e certamente com a melhora de todas as feridas.
A saudade é sinal de que houve amor, e existe algo mais bonito que isso?
Não existe indiferença quando falamos de alguém que amamos e se houver, desculpe a franqueza  mas,  não era amor.
Pois é, não deu. Vocês tentaram. O tempo não contribuiu da forma como gostariam, mas existe serenidade na entrega oferecida e uma gratidão por terem mesmo que por pouco tempo vivido esse sentimento que tem gente que passa a vida sem nem conhecer.
Fins não impedem outros pontos, vírgulas e reticências.
Abraços Coloridos!
bruna
Bruna Terra:  Psicóloga apaixonada pelo atendimento clínico e suas multifacetas. Acredito que fazendo o que nos faz sentido, nos tornamos felizes dia a dia.
Bruna Terra – Psicóloga
CRP 06/127703

Vermelho de Vergonha! Como posso ajudar meu filho com a timidez – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996

Todos nós já ficamos “vermelhos de vergonha” em alguma situação de nossas vidas, sentimos como se o rosto estivesse pegando fogo e a sensação é de que se pudéssemos, gostaríamos de ficar invisíveis.

Sentir-se com vergonha é algo natural a todos nós, desde bem pequenos até já adultos. Essa sensação é chamada de timidez e trata-se de uma característica da personalidade.

Em algumas pessoas, ela é mais acentuada; em outras, só aparece em situações de exposição. É natural sentir-se tímido em situações onde será avaliado, observado, ao fazer algo pela primeira vez e algo que gere insegurança.

Com as crianças e adolescentes não é diferente, porém, a timidez em excesso trás prejuízos e impede a realização de algumas tarefas, como: apresentar um trabalho em sala de aula, participar de uma peça de teatro, pedir uma informação e até mesmo se relacionar com outras pessoas.

Algumas crianças demonstram ser mais tímidas que outras, ou até mesmo demonstram essa timidez em vários momentos, fazendo com que muitas vezes, os pais não saibam muito como podem ajudar.

Existem alguns comportamentos dos pais que auxiliam muito com as crianças mais tímidas.

Os pais devem buscar entender seus filhos: é preciso buscar compreender como a criança se sente e como pode auxiliar para que se sinta mais confortável em suas vivências.

Promover o diálogo de maneira compreensiva: o diálogo é extremamente importante na relação de pais e filhos, é preciso ter espaço para conversar, dizer o que se pensa e sente, desenvolvendo assim uma relação de confiança e proximidade.

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Aceitar e valorizar a personalidade da criança: é preciso entender que os filhos não devem ser sobrecarregados ou cobrados com as expectativas dos pais, valorize e ame seu filho dá maneira como ele é.

Ter o cuidado para evitar comparações: comparar o filho à outras crianças, aos irmãos ou até mesmo aos próprios pais quando eram pequenos, além de não ajudar ainda afeta a auto-estima da criança, fazendo com que ela acredite que tem algo errado com ela.

Buscar entender que cada pessoa é única e tem características próprias que devem ser respeitadas: a beleza está nas relações com as diferenças e na individualidade de cada um, afinal a diversidade é algo que nos ensina a cada dia, que chato seria se todos fossem iguais.

Existem comportamentos dos pais que além de não ajudar também são prejudiciais como, por exemplo:

  • Ser superprotetor: proteger os filhos de maneira exagerada pode ser negativo, é extremamente saudável para eles terem condições para desenvolverem sua autoconfiança e maturidade.
  • Expor a timidez do filho para os outros, as crianças se sentiram mais desconfortáveis e envergonhadas com essa atitude.
  • Forçá-lo a fazer algo que ele não quer ou não se sente confortável: a coerção só trata mais insegurança e sofrimento para a criança, além de não auxiliar para que vocês tenham uma relação de afeto e confiança.

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É preciso entender que timidez não é doença! Cada um tem sua maneira de ser e deve ser respeitado em sua individualidade.

Porém, quando essa timidez for excessiva de maneira que traga prejuízos, sofrimento, ou gere situações de privações para a criança, é necessário que os pais tenham uma postura de acolhimento e buscar a ajuda de um profissional, um psicólogo pode auxiliar a criança a se expressar e vivenciar novas possibilidades, bem como, orientar os pais.

 

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Aceitar e respeitar a criança, assim como, buscar ajuda quando necessário, são atitudes que devem ser sempre desempenhadas pelos pais.

A convivência de pais e filhos é um aprendizado constante de tentativas e erros, mas que se existe cuidado, amor, dialogo e cumplicidade se torna uma relação mais prazerosa e mais saudável para todos.

Abraços Coloridos!

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

Carolina de Paula Almeida
CRP 05/47996

Contatos:

Email: carolinaalmeidapsicologa@gmail.com

Facebook: Pensando Psi- Por Carolina de Paula Almeida Psicóloga

Instagram: @pensandopsicarolinaalmeida

Qual a cor da infância? – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996.

O mês de Outubro chega cheio de novidades no Blog. A partir deste mês duas colegas psicólogas juntam-se a mim nesta missão de colorir o mundo psíquico de cada pessoa que passa por aqui.

As segundas-feiras teremos a Coluna CORES DA INFÂNCIA comandada pela Psicóloga Carolina de Paula Almeida (CRP 05/47996), que nos trará assuntos relacionados ao desenvolvimento infantil e as relações familiares. Vamos conferir o texto de inauguração que ela preparou com todo o carinho para nós.

Seja bem vinda Carolina!

QUAL A COR DA INFÂNCIA?

A infância é a fase mais colorida da nossa vida, um mundo cheio de descobertas e desafios, um arco-íris de sensações. É na infância que desbravamos o mundo, temos espaço para imaginar e sentir tudo com um frescor e inocência únicos.

Lógico que existem dias meio cinzentos, como em todas as fases de nossa vivencia, mas quando somos crianças temos a habilidade de sempre ver o lado colorido das experiências.

Mas afinal qual a cor da infância?

Quando me lembro de minha infância, me vem a cabeça minha cor favorita, a cor roxa (ou como eu costumava falar, cor de uva). Me pego pensando, quando mais eu poderia sair de casa vestindo roxo desde o laço do cabelo até os sapatos e me sentir tão incrível e feliz?

Não que quando adultos nós não possamos vestir roxo, a questão não é essa. Mas penso que aquela experiência era diferentemente única e mágica, como se quando crianças tivéssemos o “super poder”de enxergar as cores mais vivas.

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Acredito ser difícil definir uma única cor que represente a infância. Existem dias em que nos vemos “marrons” sujos de terra de tanto brincar, em outros “roxos de rir”, ou então com as bochechas vermelhinhas de tanto pular, há dias que ficamos “verdes de raiva” (como o Hulk), mas logo passa e mudamos de cor, afinal temos uma cartela imensa de opções.

Acredito que o adulto mais feliz é aquele que permite que a criança que foi esteja sempre presente, aquele que faz uma pausa para admirar o azul do céu, se permite ficar “rosado de vergonha” ao olhar para alguém que ama, e também aquele que busca ver o lado bom até mesmo nos dias em que nem tudo são cores.

Afinal desde pequenos sabemos que para apreciarmos a beleza do arco-íris precisamos aprender a gostar dos dias cinza de chuva.

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Abraços Coloridos!

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

Carolina de Paula Almeida
CRP 05/47996

Contatos:

Email: carolinaalmeidapsicologa@gmail.com

Facebook: Pensando Psi- Por Carolina de Paula Almeida Psicóloga

Instagram: @pensandopsicarolinaalmeida

 

Você não deve colorir a vida do outro, se a sua estiver precisando de cor

Hoje quero falar diretamente para aquelas pessoas que estão sempre muito dispostas a ajudar o outro.

Oferecer ajuda é muito bom e necessário, principalmente em casos de depressão e tendências suicidas (como falamos nos último posts). Mas para poder ajudar ao outro eu preciso, antes, ter ajudado a mim mesmo.

Imagine se um artista resolvesse parar de pintar a sua obra, pois percebe que um amigo seu, que também é artista, está com dificuldades de escolher as melhores tintas e pincéis para iniciar sua pintura.

A obra daquele artista ficaria inacabada e ele ainda correria o risco de não conseguir ajudar seu amigo. Já que para pintar um quadro é preciso inspiração pessoal. Neste caso, o melhor que se poderia fazer seria incentivá-lo a escolher de acordo com sua essência, ouvindo sua voz interior.

Muitas pessoas fazem como o artista que para de pintar sua obra para ajudar o outro. Mesmo vivendo uma vida cheia de problemas e dificuldades que não consegue resolver, aventura-se a resolver os problemas dos outros.

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Se você é esse tipo de pessoa. Aqui vai um alerta! Antes de oferecer ajuda, se faça as seguintes perguntas:

  • Eu tenho condições de ajudar aquela pessoa?
  • Eu conseguirei ajudar aquela pessoa?
  • Eu realmente quero me envolver no problema daquela pessoa?
  • Aquela pessoa pediu a minha ajuda?

Se as respostas para essas perguntas forem SIM: Então Ok! Tranquilamente você pode ajudar.

Se as respostas para essas perguntas forem NÃO: Então respeite seus limites. É um sinal de que no momento você não terá condições de ajudar. Isso não é egoísmo, como muitos dirão. Isso é proteção.

Agora se mesmo sabendo que você não pode ajudar, for lá oferecer ajudar. Shiiii!!! Ai é cartão vermelho para você. Sinal de alerta.

Algumas pessoas saem por ai oferecendo ajuda para todo mundo e esquecem de oferecer ajuda a si mesmo.

Nem terminou de pintar o quadro da sua vida, sai largando suas tintas e seus pincéis e vai pintar o quadro alheio.

Atenção! Isso não é ajuda. É invasão! Tem gente que vai entrando na casa e na vida do outro, sai arrumando tudo sem saber se o outro quer. E quando se tentou ajudar o outro, não conseguiu e ainda ficou com sua casa toda bagunçada.

Quer fazer bem ao outro? Ajude a você mesmo primeiro!

Quer ajudar de verdade seu amigo, parente, vizinho?

Incentive-o a procurar um psicólogo e fazer terapia. É a melhor ajuda que você pode oferecer!

Abraços Coloridos!

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Camila Moreira: Apaixonada por cores, livros, psicologia e brigadeiro. Nas horas vagas é esposa do Cícero, “boadrasta” da Luany e mãe de sua filha canina Anitta, uma sharpei encantadora

 

Camila de L. C. Moreira S. da Silva – Psicóloga – CRP 06/123888