Rosa para meninas e azul e para meninos? Parem de pintar essa ideia! – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996

Quando eu vejo alguém falando para uma criança que ela deve ou não gostar de determinada cor ou brinquedo por ser menina ou menino fico pensando, mas quem foi que inventou essa ideia tão absurda?

Na primeira infância, os bebês em desenvolvimento estão descobrindo o mundo através dos sentidos e estímulos do mundo a sua volta, e na maioria das vezes se interessam por diversos estímulos e também por objetos multicoloridos.  Nesse bebê que ainda está descobrindo o mundo não existe ainda essa distinção de objetos ou cores separadas por gêneros.

Já maiores, na segunda infância, estamos com a nossa criatividade e a imaginação a todo vapor, também estamos dispostos a brincar e experimentar um infinito de possibilidades nas brincadeiras, pensando assim, nessa criança também não existe esse espaço para a criança definir o que seria uma brincadeira ou cor de menino ou menina.

Portanto acredito que essa distinção, esse pré-conceito de que algo é exclusivo para o gênero masculino ou feminino é algo que nós adultos ensinamos (e em muitos casos impomos) para as crianças. Se trata de uma construção social, uma imposição de opinião que precisamos urgentemente repensar e mudar a ideia de que o brincar está relacionado com a identidade de gênero.

Afinal qual o problema de uma menina gostar de brincar de super-heróis? Ou de um menino gostar de se vestir de cor de rosa?

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Na infância a criança está em desenvolvimento e experimentando a todo momentos novos aprendizados e experiências.  Ela deve ter estímulo e liberdade para expressar seus sentimentos, vontades e para elaborar sua opinião, criatividade e imaginação.

A criança que não se encaixa nesse padrão imposto, se sente insegura, confusa e na maioria das vezes sofre, podendo ser levada a pensar que existe algo de errado com ela. É extremamente prejudicial e retrógrado impor um comportamento ou pensamento, ou acreditar que o gênero de uma criança limita as cores e brincadeiras que ela pode vivenciar.

Cada criança é única e deve ser livre para brincar e ser feliz, temos que entender que nem todas as meninas serão bailarinas (eu por exemplo gostava mesmo era de handball, e meus pais apoiaram e curtiram essa experiência comigo), e não tem nada de errado no fato do menino querer brincar de casinha ou de bonecas, pelo contrário, eles estarão aprendendo desde pequenos a importância de atividades como os afazeres domésticos e a paternidade.

São pequenas mudanças que fazem com que essa ideia seja desconstruída, como por exemplo: antes de presentear uma criança pergunte a ela o que ela gostaria de ganhar, repense que entre o azul e o rosa existe uma cartela de cores infinitas, não se limite a dividir as brincadeiras em para meninos e para meninas, pense o quanto pode ser divertido se a brincadeira puder ser realizada em conjunto, por exemplo.

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A questão é como os adultos lidam com isso, na maioria das vezes a dificuldade e o preconceito está em nós adultos, relacionado até mesmo com nossa criação e a maneira que nos era permitido brincar quando criança. Mas é exatamente essa questão que temos que refletir, repensar. Olhar para nós mesmos, fazermos um exercício autocrítico sobre como lidamos com essa nova possibilidade, mudanças e evolução social que é muito positiva.

Buscarmos sempre amar e respeitar nossos filhos, não os rotular ou olhar a maneira como brincam com julgamentos exagerados e maldosos, não devemos nunca impor nossa vontade ou maneira de pensar a eles, é preciso sempre oferecer uma relação de cuidado, onde existe espaço para o diálogo e o respeito mútuo.

O fato é que somente quando paramos para refletir, temos condições de reconstruir nosso modo de ver e agir a respeito e entendemos que não precisamos limitar nosso olhar; na infância as brincadeiras e cores são infinitas e todas elas trazem aprendizados e vivências divertidas e multicoloridas.

Abraços Coloridos!

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

Carolina de Paula Almeida
CRP 05/47996

Contatos:

Email: carolinaalmeidapsicologa@gmail.com

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