O Jaleco Branco que salva vidas – por Camila Moreira – Psicóloga CRP 06/123888

No dia 18 de Outubro comemora-se o dia do médico no Brasil e em alguns países do mundo como Portugal, Espanha, Itália e Inglaterra.

Em comemoração a essa data, é que escrevo este texto, refletindo sobre a importância deste profissional e os sacrifícios que faz por esta profissão.

Desde o início de Setembro, venho acompanhando uma série de grande sucesso nos Estados Unidos chamada Grey’s Anatomy. A série mostra a realidade nua e crua dos residentes de um Hospital Escola que forma Cirurgiões de diversas especialidades.

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Não quero aqui me deter exclusivamente na série, até porque se eu fizesse isso, escreveria por horas e horas, visto que são 12 temporadas com 24 capítulos cada uma delas e eu estou envolvidíssima, a ponto de dormir tarde todos os dias por não conseguir desgrudar os olhos daquelas cirurgias, das histórias dos pacientes e de todas as doenças que conhecemos e daquelas que não conhecemos e a série as retrata muito bem.

Enfim, deixando minha predileção de lado, quero propor uma reflexão acerca dos inúmeros sacrifícios que esses profissionais da saúde fazem, por um único objetivo, salvar vidas.

Você já parou para pensar quantos anos um médico precisa estudar e se dedicar para se tornar efetivamente um bom médico?

Já parou para pensar nas horas e horas de renúncia que ele precisa fazer para estar de prontidão e te atender?

Passou pela sua cabeça que, enquanto você dorme tranquilo em sua cama, dentro de algum hospital um médico pode estar com um paciente deitado em sua maca, entre a vida e a morte. E ele ali, de prontidão, tentando de tudo para salvar a sua vida.

Você pensa quantas horas ele fica sem dormir, atendendo casos e casos de pacientes que chegam para uma emergência?

Pensou que ele pode estar de plantão num hospital, só esperando dar a hora de ir embora para jantar com sua esposa e comemorar aniversário de casamento e de repente chegar um paciente com uma perna quebrada, uma apêndice inflamada, um coração enfartando ou com um rim parando e ele precisa deixar sua vida pessoal de lado para salvar a vida do paciente.

Eu mesma nunca havia refletido sobre essas questões e a série ajudou-me a ter um outro olhar para esses heróis, guerreiros e que lutam dia a dia por nossa saúde e bem-estar.

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E desde então, me arrependi de criticar um médico que, nas madrugadas em que precisei ir a um pronto-socorro, vinha me atender com cara de travesseiro. E eu pensava: “Folgado, dormindo na hora do trabalho.”

Pois é, eles dormem nos plantões sim, 15 minutos, meia hora. Mas não é um plantão de 9 horas, como o nosso dia de trabalho. É um plantão de 36 e até 48 horas.

Portanto, eles têm sim o direito de dormir. Precisam descansar pelo menos alguns minutos, para continuarem dispostos a nos ajudar. Nosso dever é compreender e agradecer por estudarem tanto para nos dar o melhor.

Os médicos são aqueles que salvam às nossas vidas, mas muitas vezes não conseguem salvar a si próprio, nem o seu casamento, o namoro ou o relacionamento com seus filhos.

São tantas horas salvando os outros que esquecem que precisam salvar suas próprias vidas.

Diante disso, aqui vai minha admiração e meu agradecimento a todos os homens e mulheres que dedicam-se cada vez mais na arte de salvar!

Aos Jalecos Brancos que salvam vidas: MUITO OBRIGADA

Abraços Coloridos,

Camila Moreira

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Camila Moreira: Apaixonada por cores, livros, psicologia e brigadeiro. Nas horas vagas é esposa do Cícero, “boadrasta” da Luany e mãe de sua filha canina Anitta, uma sharpei encantadora

 

Camila de L. C. Moreira S. da Silva – Psicóloga – CRP 06/123888

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