Vermelho de Vergonha! Como posso ajudar meu filho com a timidez – por Carolina Almeida – Psicóloga CRP 05/47996

Todos nós já ficamos “vermelhos de vergonha” em alguma situação de nossas vidas, sentimos como se o rosto estivesse pegando fogo e a sensação é de que se pudéssemos, gostaríamos de ficar invisíveis.

Sentir-se com vergonha é algo natural a todos nós, desde bem pequenos até já adultos. Essa sensação é chamada de timidez e trata-se de uma característica da personalidade.

Em algumas pessoas, ela é mais acentuada; em outras, só aparece em situações de exposição. É natural sentir-se tímido em situações onde será avaliado, observado, ao fazer algo pela primeira vez e algo que gere insegurança.

Com as crianças e adolescentes não é diferente, porém, a timidez em excesso trás prejuízos e impede a realização de algumas tarefas, como: apresentar um trabalho em sala de aula, participar de uma peça de teatro, pedir uma informação e até mesmo se relacionar com outras pessoas.

Algumas crianças demonstram ser mais tímidas que outras, ou até mesmo demonstram essa timidez em vários momentos, fazendo com que muitas vezes, os pais não saibam muito como podem ajudar.

Existem alguns comportamentos dos pais que auxiliam muito com as crianças mais tímidas.

Os pais devem buscar entender seus filhos: é preciso buscar compreender como a criança se sente e como pode auxiliar para que se sinta mais confortável em suas vivências.

Promover o diálogo de maneira compreensiva: o diálogo é extremamente importante na relação de pais e filhos, é preciso ter espaço para conversar, dizer o que se pensa e sente, desenvolvendo assim uma relação de confiança e proximidade.

vergonha1

Aceitar e valorizar a personalidade da criança: é preciso entender que os filhos não devem ser sobrecarregados ou cobrados com as expectativas dos pais, valorize e ame seu filho dá maneira como ele é.

Ter o cuidado para evitar comparações: comparar o filho à outras crianças, aos irmãos ou até mesmo aos próprios pais quando eram pequenos, além de não ajudar ainda afeta a auto-estima da criança, fazendo com que ela acredite que tem algo errado com ela.

Buscar entender que cada pessoa é única e tem características próprias que devem ser respeitadas: a beleza está nas relações com as diferenças e na individualidade de cada um, afinal a diversidade é algo que nos ensina a cada dia, que chato seria se todos fossem iguais.

Existem comportamentos dos pais que além de não ajudar também são prejudiciais como, por exemplo:

  • Ser superprotetor: proteger os filhos de maneira exagerada pode ser negativo, é extremamente saudável para eles terem condições para desenvolverem sua autoconfiança e maturidade.
  • Expor a timidez do filho para os outros, as crianças se sentiram mais desconfortáveis e envergonhadas com essa atitude.
  • Forçá-lo a fazer algo que ele não quer ou não se sente confortável: a coerção só trata mais insegurança e sofrimento para a criança, além de não auxiliar para que vocês tenham uma relação de afeto e confiança.

verginha3

É preciso entender que timidez não é doença! Cada um tem sua maneira de ser e deve ser respeitado em sua individualidade.

Porém, quando essa timidez for excessiva de maneira que traga prejuízos, sofrimento, ou gere situações de privações para a criança, é necessário que os pais tenham uma postura de acolhimento e buscar a ajuda de um profissional, um psicólogo pode auxiliar a criança a se expressar e vivenciar novas possibilidades, bem como, orientar os pais.

 

vergonha4

Aceitar e respeitar a criança, assim como, buscar ajuda quando necessário, são atitudes que devem ser sempre desempenhadas pelos pais.

A convivência de pais e filhos é um aprendizado constante de tentativas e erros, mas que se existe cuidado, amor, dialogo e cumplicidade se torna uma relação mais prazerosa e mais saudável para todos.

Abraços Coloridos!

carolinadepaula

Carolina Almeida:  Psicóloga com especialização em Saúde da Família, apaixonada pela profissão e pelas diversas formas que a Psicologia pode contribuir para a saúde de todos nós.  Idealizadora do Pensando Psi um espaço de troca, apresentando as contribuições da Psicologia no nosso cotidiano, visando à diminuição de conflitos e a promoção de autoconhecimento.

O foco de seu trabalho são as relações familiares, como podemos construir para uma sociedade mais humana e mais saudável, investindo nas relações mais próximas: a família.
Além disso, dedica e valoriza um olhar especial para os pequenos.

Pensando que as crianças de hoje são a sociedade de amanhã!
Portanto ao investir, compreender e fortalecer as relações com nossos familiares, e principalmente com nossas crianças, contribuímos para um presente mais saudável, bem como, para um futuro melhor!

Carolina de Paula Almeida
CRP 05/47996

Contatos:

Email: carolinaalmeidapsicologa@gmail.com

Facebook: Pensando Psi- Por Carolina de Paula Almeida Psicóloga

Instagram: @pensandopsicarolinaalmeida

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s